"Vão lembrar da avó motoqueira": longe do sofá, nova geração celebra Dia dos Avós sobre duas rodas
Comemoração destaca a mudança de comportamento de uma geração cada vez mais ativa
Neste domingo (26), quando é celebrado o Dia dos Avós, um novo perfil de vovôs ganha destaque. Cada vez mais ativos, eles dividem a rotina entre os cuidados com os netos, o cultivo de hobbies e a busca por qualidade de vida. Entre as paixões que têm conquistado essa geração está o motociclismo, que vem atraindo avós em busca de liberdade, aventura e novas experiências.
Aos 59 anos, a auxiliar administrativa Rosileide Del Piccolo de Oliveira Gabardo representa bem essa nova geração. Casada há 40 anos e avó de duas meninas, de 13 e 5 anos, ela e o marido integram o motoclube Rancheiros, de Cambira (PR). Na bagagem, acumulam viagens para destinos como Foz do Iguaçu, Curitiba, Florianópolis e a famosa Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. "Somos avós bem diferentes. Quando eu morrer, as meninas não vão lembrar de mim pela comida, porque eu não gosto de cozinhar. Vão lembrar da avó motoqueira que fazia bagunça com elas", diz Rosileide.
LEIA MAIS: Observadores de aves se reúnem no Parque da Raposa em busca de espécie com as cores do Brasil
Ela também garante que não tem tempo ruim para pegar a estrada e que a família já se acostumou com seu ritmo. Aventureira confessa, já fez tirolesa e agora planeja, juntamente com o marido, uma expedição para o Deserto do Atacama. "Se você gosta de viajar, de passear, tem que fazer isso acontecer. Passa muito rápido, e nós combinamos que não vamos mais perder tempo. Eu não deixo de fazer as coisas por medo, porque o medo trava a gente. Além disso, eu também já disse que se chegar um dia que a gente não consiga mais subir na moto, nós vamos comprar um triciclo, vamos de carro, mas ficar em casa não dá", afirma.
O construtor Cláudio Aparecido Verri, também de 59 anos e morador de Cambira, compartilha dessa mesma paixão pelo motociclismo. Casado há 36 anos, pai de dois e avô de Júlia, de três anos, além de Lara e Léo, que estão a caminho, ele não para quieto. Suas semanas são divididas entre trilhas de moto, pescarias e o futebol com os amigos. Motociclista há quase três décadas, hoje, o construtor tem a companhia do filho, que também adotou o hobby.
Para Cláudio, manter o corpo em movimento é fundamental. "Acho que todos devemos estar ativos. A vida flui mais e também é melhor para nossa saúde física e mental", acrescenta. Questionado sobre como deseja ser lembrado pelas crianças, a resposta é: “um avô ativo, disposto a ajudar e estar com eles todos os dias", conclui.