Sanepar orienta população a aguardar autorização para ligar rede de esgoto
Imóveis só devem ser interligados após a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) emitiu um alerta aos moradores do município de Rio Bom para que não realizem conexões de seus imóveis à nova rede de esgotamento sanitário antes da liberação oficial do sistema. Embora a instalação dos 18 quilômetros de tubulações já esteja adiantada em diversas ruas, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) segue em fase de construção e montagem de equipamentos. A Sanepar e a prefeitura municipal já receberam relatos de ligações precoces não autorizadas e informam que os responsáveis por conexões irregulares estarão sujeitos a multas.
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Iniciada no final de 2025, a obra tem o objetivo de levar o serviço de esgotamento sanitário a 60% da cidade, beneficiando cerca de 600 famílias. Apesar de a estrutura da ETE apresentar avanços na parte de engenharia civil e das caixas de interligação já estarem visíveis nas calçadas, a estação ainda precisa passar por instalações eletromecânicas e testes operacionais. Por essa razão, o sistema não está pronto para receber e tratar os efluentes, demandando mais alguns meses até a conclusão total das etapas de engenharia.
A ligação de esgoto sem a devida autorização é considerada infração gravíssima, conforme a Resolução nº 003/2020 da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar). Nos próximos dias, a Sanepar distribuirá comunicados informativos no município orientando sobre os prazos. Os clientes identificados com conexões clandestinas serão notificados a fazer a desconexão imediata. Até a entrega do projeto, a orientação é que a população continue utilizando soluções individuais de saneamento, como as fossas sépticas.
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A liberação antecipada do esgoto na tubulação inacabada traz severos riscos ambientais e de saúde pública, incluindo a contaminação do solo e o surgimento de vazamentos em vias públicas. Além disso, a falta de vazão no sistema em testes pode provocar o retorno de dejetos para o interior dos próprios imóveis e residências vizinhas, gerando mau cheiro e prejuízos materiais que deverão ser custeados diretamente pelos moradores infratores.
