Polícia Civil indicia morador de Cambira (PR) por simular leucemia para aplicar golpes com vaquinhas e rifas
Investigação aponta que suspeito teria inventado tratamento contra câncer para arrecadar dinheiro; hospitais confirmaram que ele nunca foi paciente

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, concluiu investigação e indiciou um jovem de 24 anos, morador de Cambira, suspeito de simular estar em tratamento contra leucemia para sensibilizar a população e obter vantagens financeiras indevidas por meio de campanhas de arrecadação.
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Segundo a investigação, o homem utilizava a suposta condição de saúde para promover vaquinhas virtuais, rifas, bazares beneficentes e pedidos diretos de doações.
O caso ganhou força após vítimas procurarem a polícia e relatarem suspeitas sobre a veracidade da doença, além de denúncias anônimas apontando possível fraude.
Durante a apuração, o investigado afirmava estar em tratamento em unidades como o Hospital do Câncer de Londrina, hospitais de Cascavel, o Honpar de Arapongas, o Hospital da Providência de Apucarana e o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. No entanto, todas as instituições informaram à PCPR que não há registros de atendimento em nome dele.
De acordo com a polícia, também foi identificado que o suspeito teria criado um contato de WhatsApp atribuído a um suposto médico, utilizado para reforçar a narrativa e incentivar novas doações.
A investigação foi conduzida pelo delegado Victor Hugo Torres, da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, com apoio dos investigadores da unidade. Ainda conforme a apuração, parte dos valores arrecadados teria sido destinada a viagens e atividades de lazer, incluindo deslocamentos para Londrina, São Paulo e ao parque Beto Carrero World, além de visitas a restaurantes.
Não foi possível estimar o valor total obtido com as campanhas. Diante das evidências reunidas, o investigado foi indiciado por estelionato.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a 17ª Subdivisão Policial de Apucarana ou a delegacia mais próxima para registrar ocorrência.
