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Mesmo com profissão desvalorizada, professores seguem vocação com paciência e força de vontade

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Mesmo com profissão desvalorizada, professores seguem vocação com paciência e força de vontade
Autor Leonice Duran Sanches Silvestrini, diretora do Colégio Estadual Bento Mossurunga - Foto: Reprodução

O Dia do Professor foi comemorado nesta segunda-feira (15), e apesar de todas as dificuldades que enfrentam no dia a dia, com a profissão não valorizada como deveria: salários baixos, falta de estrutura básica para o ensino em muitas escolas, alunos rebeldes, esses homens e mulheres seguem sua vocação com paciência e força de vontade partilhando conhecimento e acreditando que o amanhã pode ser melhor. 

Em homenagem a data, ontem a Tribuna conversou com duas professoras de Ivaiporã, Leonice Duran Sanches Silvestrini, diretora do Colégio Estadual Bento Mossurunga há 28 anos no magistério e a professora Vanessa Goedert Sitta, que  há 10 anos  iniciou na profissão, e atualmente leciona na Rede Municipal de Eensino. Apesar das dificuldades, elas compartilham a paixão pelo ensino.
Para a diretora Leonice a educação familiar nas últimas décadas mudou muito, o que dificultou o ensino. 

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“Agora está mais difícil ensinar, as crianças não vem mais educadas para nós. Nem sempre é fácil, em uma sala de aula, acolher os alunos rebeldes. Agora além da aprendizagem, os professores tem que ensinar, a muito dessas crianças modos, maneiras, e a formação do caráter deles. O professor de agora, tem que ser muito ágil, muito motivador e encontrar maneiras diferentes para ensinar”.
 Mesmo com todas as dificuldades, Leonice diz que jamais se cansa da profissão, e se fosse necessário começaria tudo de novo. “A gente trabalha e se entrega durante anos para que nossos alunos cresçam. E é muito gratificante ver  ele formados, e  que eles se sentem preparados para a vida após a escola”.
A professora Vanessa, iniciou na profissão no ensino médio e atualmente trabalha com o ensino fundamental e na educação infantil. “Em vista da minha época como aluna no ensino médio, o respeito que se tinha com o professor é outra. Hoje o adolescente já não tem mais o respeito com o educador. Já trabalhando com as crianças, o professor é importante para eles, e tudo que a gente prepara tem a reciprocidade”.
Vanessa  diz que apesar de alguns dissaboresse sente lisonjeada em ser professora. “É sem dúvida uma profissão árdua, mas indescritivelmente prazerosa. O que eu aprendi ontem não tem como não melhorar, então, o estudo não para nunca. É todo o dia chegar em casa e procurar melhorar cada vez mais. Vale a pena,  transmitir e receber conhecimentos, criar laços e ver o desenvolvimento de cada um é maravilhoso”.
 

 

 

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