Indústria impulsiona 50% dos novos empregos na região de Arapongas e Apucarana
Das 2,4 mil vagas criadas entre janeiro e março deste ano, 1,1 mil foram criadas pelo setor em 28 municípios
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A indústria foi a grande responsável pelo saldo positivo de postos de trabalho com carteira assinada na região. Das 2,4 mil vagas criadas entre janeiro e março deste ano, 1,1 mil – quase 50% – foram criadas pela indústria em Apucarana, Arapongas e mais 26 municípios. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Outras contribuições vieram do setor de serviços, com 937 vagas, seguido pela construção civil (173), comércio (138) e agropecuária (12).
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Grande parte do saldo do setor industrial se deve ao segmento de transformação, como a fabricação de móveis, que responde por 47% das vagas de emprego, seguida pela confecção de vestuário, com 18%. Outras atividades, como a preparação de couros e a fabricação de produtos de madeira, também colaboraram com o saldo positivo.
O município com o maior saldo é Arapongas que fechou o trimestre 1,3 mil postos de trabalho, ante 7.790 admissões e 6.457 desligamentos. Assim como na média regional, a indústria se destacou com 626 colocações no mercado de trabalho local, seguida pelo setor de prestação de serviços, com 540 vagas. Outras contribuições vieram dos segmentos de comércio, construção civil e agropecuária. No geral, o mercado formal do município é composto por quase 41 mil trabalhadores com carteira assinada.
Com 5.492 admissões e 4.917 desligamentos, Apucarana encerrou o trimestre com 575 postos de trabalho com carteira assinada. A maioria das colocações ocorreu na indústria, que contratou 380 trabalhadores no período, seguida pelo setor de prestação de serviços, com 112, na construção civil, com 42, e no comércio, com 41.
Sabáudia detém o terceiro maior saldo, com 251 vagas de emprego, a maioria gerada pelo setor de serviços e pela indústria.
Em março, o mercado de trabalho regional encerrou com 729 postos de trabalho com carteira assinada. No recorte mensal, entretanto, a prestação de serviços foi o setor com o maior número de vagas, com 373, seguido pela indústria, com 302, e pelo comércio, com 119. A agropecuária perdeu 52 vagas, bem como a construção civil, que extinguiu 13 postos. Os maiores saldos são de Arapongas (497), Apucarana (111) e Sabáudia (79).
Apucarana mantém liderança no segmento de confecção no Paraná, afirma Sivale
A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Elizabete Ardigo, afirma que o setor perde apenas para a indústria de alimentos na geração de vagas no estado. Apucarana lidera os números do segmento no Paraná e se consolida como o maior polo de confecção da região.
De acordo com ela, a demanda contínua por trabalhadores é uma característica do setor. "Mesmo com a tecnologia, a gente ainda precisa de muita mão de obra humana. Cada vez mais as indústrias estão crescendo no Paraná e em Apucarana, e a gente precisa contratar", explica.
"Apucarana hoje tem zero desemprego, só não trabalha quem não quer", afirma. Além de atender o mercado nacional, o setor de confecção local registra crescimento nas exportações.
Para ampliar essa atuação, o Sivale, em conjunto com o Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), tem focado na capacitação das empresas. "Estamos fazendo um grande trabalho com as indústrias, de conscientização e treinamentos para elas aprenderem como exportar, o que gera um valor maior", conclui Elizabete.