Homem é condenado a 28 anos de prisão por homicídio com foice em Rosário do Ivaí
Roberto Cornélio de Almeida foi morto enquanto realizava serviços rurais no dia 16 de janeiro de 2026

O Tribunal do Júri da Comarca de Grandes Rios condenou o suspeito, um homem de 56 anos, a 28 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado de Roberto Cornélio de Almeida, de 39 anos.
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O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (1º) no Fórum local, sob a presidência do juiz Dr. Felipe de Souza Pereira, com atuação do promotor de Justiça Dr. Pedro Henrique Teixeira Castelan e da defesa formada pelos advogados Maria Claudia de Araújo Coimbra e Otávio Takao Fujimoto. Após um dia inteiro de debates encerrado no período da noite, o Conselho de Sentença reconheceu integralmente a responsabilidade criminal do acusado, em decisão confirmada pelo Cartório Criminal.
O crime
O crime ocorreu na manhã de 16 de janeiro de 2026, na Estrada Urutu 2, localizada na zona rural de Rosário do Ivaí. A vítima realizava serviços de roçagem em uma propriedade quando foi atacada a golpes de foice. As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Faxinal, coordenadas pelo delegado Ricardo Mendes, apontaram que o assassinato teve como pano de fundo uma disputa judicial envolvendo a posse de um sítio entre o réu e sua ex-esposa, fato que conferiu ampla repercussão ao caso na região.
Em depoimento prestado à polícia, Gilberto sustentou ter agido em legítima defesa, alegando que costumava passar diariamente pelo trecho e que a vítima o estaria monitorando. O réu afirmou que, ao abrir a porteira, Roberto o teria ameaçado e feito menção de pegar uma foice presa à motocicleta, momento em que reagiu desferindo mais de três golpes contra o trabalhador antes de se esconder em uma área de mata.
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A versão do acusado foi contestada pelos elementos de prova colhidos pela investigação. Conforme constatou a Polícia Civil, a vítima estava de capacete e de costas abrindo o cadeado da porteira, com suas ferramentas de trabalho devidamente presas ao veículo, o que reduzia sua capacidade de reação. Além disso, a arma utilizada no ataque foi localizada a cerca de 300 metros do ponto onde o réu alegava trabalhar. Gilberto foi preso preventivamente em 22 de janeiro pela Polícia Civil de Faxinal e permaneceu custodiado até a realização do júri popular.
