Frota regional ganha mais de 4 mil veículos zero-quilômetro no primeiro semestre
Número corresponde a um aumento de 23% em comparação ao mesmo período do ano passado

Mais de 4 mil veículos novos, entre leves e pesados, passaram a circular em 28 municípios da região no primeiro semestre deste ano, uma média de 23 por dia. O volume corresponde a um aumento de 23% no número de emplacamentos de veículos novos em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme levantamento feito pelo TNOnline com dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).
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Arapongas liderou o número de emplacamentos na região, com 1,4 mil unidades registradas, o que representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. O município detém a maior frota regional, totalizando 105,3 mil veículos. Em Apucarana, o aumento foi de 32%, somando 1,1 mil veículos zero-quilômetro e elevando a frota municipal para 99,4 mil unidades. Em Ivaiporã, o registro atingiu 273 automóveis, alta de 8% e uma frota atual de 28,5 mil.
A maior variação percentual ocorreu em Kaloré, onde os emplacamentos saltaram de 10 para 23 unidades, alta de 130%. Por outro lado, seis municípios registraram queda na aquisição de veículos zero-quilômetro: Ariranha do Ivaí, Arapuã, Godoy Moreira, Lidianópolis, Lunardelli e São João do Ivaí.
Na opinião do economista Leonardo Silva, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), os números refletem o comportamento de consumo local e tendências nacionais. Já o avanço decorre da combinação entre crédito, elevação na renda e estímulos de mercado, como a redução do IPVA no Estado, isenção do IPI para determinados modelos, promoções de concessionárias e maior oferta de veículos.
“No Brasil, os emplacamentos de veículos elétricos e híbridos mais que dobraram no primeiro semestre de 2026 e representam cerca de 15% do mercado de veículos leves. O Paraná está entre os estados com maior volume. Isso sugere que parte da expansão nacional também está relacionada à maior oferta de modelos, à concorrência entre montadoras e à transição para novas tecnologias”, analisa.
Motos, carros leves e caminhonetes puxam alta
O economista Leonardo Silva aponta que o crescimento foi puxado por motocicletas, automóveis e caminhonetes. Segundo ele, essas categorias representaram três quartos do aumento nos registros. "Isso sugere uma combinação de mobilidade pessoal e aquisição de veículos que também podem ser utilizados no comércio, na prestação de serviços e nas atividades rurais, mas não permite atribuir o resultado a um único setor", analisa o economista.
Silva pontua que a expansão da frota pode movimentar gradualmente setores como oficinas, seguros, despachantes e serviços para modelos elétricos. "É um sinal positivo de atividade e confiança, visto que a indústria automobilística é bastante importante para o país, mas não é um indicador seguro de que haverá geração ampla de empregos. A vantagem do aumento dos emplacamentos é um possível sinal de, ao menos, manutenção do patamar de emprego, o que já é um ótimo indicativo, visto que o nível de desemprego já se encontra em níveis historicamente baixos", acrescenta.
Comércio de elétricos impulsiona renovação da frota
O avanço tecnológico e o interesse por modelos mais eficientes impulsionam as vendas na região. Conforme dados do Detran, o número de veículos elétricos saltou de 513 no primeiro semestre do ano passado para 1.184 no mesmo período deste ano, considerando 25 municípios. Para o economista Paulo Cruz, professor da Unespar, a rápida adesão abrange também motocicletas elétricas e modelos híbridos.
"O número de motocicletas elétricas está batendo recorde e a preferência por veículos híbridos também está aumentando. São novos produtos que chamam a atenção e que estão caindo no gosto do consumidor", aponta Cruz. O economista observa ainda que, nos municípios de base agrícola onde não houve alta nos emplacamentos, a decisão de compra de automóveis, utilitários e maquinários permanece vinculada ao calendário e ao faturamento do período de colheita.
