Morre aos 80 anos a cantora Dolly Parton, lenda do country
Informação foi confirmada pelo sobrinho da artista em vídeo nas redes sociais. Cantora enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido

A cantora, compositora e atriz norte-americana Dolly Parton, considerada a maior lenda da música country e um ícone global da cultura pop, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. O falecimento foi confirmado pela família por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Bryan Seaver, sobrinho e chefe de segurança da artista, foi o responsável pelo anúncio, afirmando que a cantora viveu na luz e agora descansa ao lado do marido, Carl Thomas Dean, falecido em 2025, e de seus pais. Dolly enfrentava problemas de saúde desde a perda do companheiro e chegou a cancelar uma residência de shows em maio deste ano, relatando recentemente à imprensa que havia negligenciado o próprio bem-estar enquanto cuidava do marido.
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Dona de uma voz inconfundível, perucas loiras volumosas e figurinos extravagantes, Dolly Parton construiu um império no entretenimento a partir de origens extremamente humildes. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, a artista elaborou um catálogo de cerca de três mil músicas, transitando com naturalidade pelo country, pop, bluegrass e disco. Entre seus maiores clássicos estão canções atemporais como "Jolene", "9 to 5", "Coat of Many Colors" e a balada "I Will Always Love You". Esta última alcançou o topo das paradas country duas vezes na voz de Dolly antes de se transformar em um fenômeno global com Whitney Houston, em 1992, na trilha sonora do filme "O Guarda-Costas".
Nascida em 1946 no condado de Sevier, no Tennessee, Dolly era a quarta de 12 filhos de um agricultor e cresceu em uma cabana sem água encanada ou eletricidade. O contato íntimo com a música folclórica ensinada pela mãe a levou a tocar instrumentos precocemente e a iniciar sua carreira no rádio ainda na infância, lançando o primeiro compacto em 1959. O grande salto para o estrelato ocorreu a partir de 1967, em uma bem-sucedida parceria televisiva e musical com o cantor Porter Wagoner. Ela deixou o projeto em 1974 para consolidar sua trajetória solo, destacando-se por composições que abordavam temas cotidianos com olhar empático e crítico, tratando desde a extrema pobreza até o machismo no mercado de trabalho, tema central de "9 to 5", filme que estrelou ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin em 1980.
Consagrada como uma das artistas mais respeitadas da história, Dolly Parton acumulou 55 indicações ao Grammy, vencendo dez estatuetas, e foi imortalizada nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll. Além da genialidade musical, que a fez colaborar ao longo das décadas com nomes que vão de Kenny Rogers a Beyoncé, Miley Cyrus e Sabrina Carpenter, ela se destacou como uma formidável empresária e filantropa. Criadora do parque temático Dollywood, a cantora também fundou a Imagination Library em 1995, projeto social responsável pela distribuição de mais de 200 milhões de livros infantis. Defensora ativa da inclusão, Dolly manteve seu apelo universal ao aliar inovações artísticas a um carisma acolhedor que marcou gerações.
