Jornalista que já apresentou o Jornal Nacional morre vítima de câncer
Âncora do Jornal do Acre por três décadas, o comunicador lutava contra um câncer e faleceu ao lado da família; governo estadual decretou luto de três

O jornalista e apresentador Ayres Rocha morreu aos 62 anos nesta quarta-feira (14), em Rio Branco, em decorrência de complicações de um câncer. Um dos rostos mais conhecidos da televisão no Acre, ele esteve à frente do Jornal do Acre 2ª Edição (JAC2), da Rede Amazônica, por mais de três décadas. O comunicador realizava tratamento de saúde em João Pessoa, na Paraíba, mas havia retornado à capital acreana cerca de um mês antes para passar seus últimos dias cercado pela família.
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O velório do jornalista começou às 10h desta quarta-feira, na capela da Funerária São João Batista, em Rio Branco. Em razão do falecimento e em reconhecimento à trajetória do profissional na comunicação estadual, o Governo do Acre decretou luto oficial de três dias. Em nota oficial, a governadora em exercício, Mailza Assis, lamentou a perda, ressaltou o profissionalismo de Ayres e prestou solidariedade à esposa, Waldenira, aos três filhos e cinco netos do apresentador.
Sua trajetória na comunicação começou em 1989, de forma não planejada. Na época bancário, ele buscava um trabalho complementar no período da tarde quando surgiu a oportunidade na antiga TV Acre. Após meses observando a rotina da redação, assumiu a apresentação de um programa esportivo de última hora para cobrir a ausência de um colega. O bom desempenho abriu portas para a ancoragem de outros telejornais, até assumir a bancada do JAC2 na estreia do programa, em 1995, onde se consolidou pela serenidade e pela voz marcante. Anos mais tarde, buscou a graduação em Comunicação Social e passou a ser carinhosamente chamado de "professor" pelos colegas de trabalho.
Em 2019, o jornalista alcançou projeção nacional ao representar o Acre no rodízio de apresentadores promovido em comemoração aos 50 anos do Jornal Nacional. Na ocasião, dividiu a bancada do principal telejornal do país com a jornalista Jéssica Senra, da Bahia, momento que se tornou um marco em sua carreira e motivo de orgulho para os telespectadores do estado.
Nos seus últimos dias, de acordo com relatos da irmã, Elaina Rocha, Ayres permaneceu consciente e rodeado pelos familiares no hospital, mantendo a serenidade e demonstrando afeto até a véspera de sua morte. Segundo a família, a decisão do retorno ao estado natal atendeu ao desejo do próprio jornalista de se despedir na cidade onde construiu sua vida pessoal e profissional.
