"Felca Infiliz": Youtuber vira alvo de ataques no Roblox após mudanças no jogo
Jogadores, em sua maioria crianças, responsabilizam o influenciador pelas novas restrições de segurança impostas pela plataforma nesta semana
Usuários da plataforma de jogos Roblox realizaram manifestações virtuais nesta quarta-feira (14) em protesto contra as novas diretrizes de segurança da empresa, que restringiram o acesso ao chat de voz. O principal alvo da revolta dos jogadores é o youtuber Felca, apontado pela comunidade infantil como o responsável indireto pelas mudanças após ter denunciado a sexualização de menores nas redes sociais.
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Impedidos de utilizar a comunicação por áudio, os usuários recorreram ao chat de texto e à criação de cenários caóticos dentro do jogo — incluindo caminhões em chamas — para demonstrar insatisfação. O nome do influenciador tornou-se o centro das críticas, muitas vezes redigidas com erros ortográficos característicos da faixa etária do público, como “Felca infiliz” e ofensas pessoais.
Novas regras de segurança
As manifestações ocorrem em resposta ao anúncio feito pela plataforma na última segunda-feira (13). As novas regras exigem verificação de idade para o uso do chat de voz, visando proteger o público infantojuvenil.
Entre as principais restrições impostas estão:
- Bloqueio de contato: Crianças não podem mais conversar por voz com usuários maiores de idade.
- Faixa etária restrita: Jogadores com menos de 9 anos só têm permissão para se comunicar com usuários de até 13 anos.
O "Efeito Felca"
A hostilidade direcionada a Felca remonta a agosto de 2025, quando o youtuber publicou um vídeo viral sobre a "adultização" e a exposição de crianças na internet. O conteúdo gerou um amplo debate sobre a segurança infantil no ambiente digital, levando os jogadores a associarem as atuais restrições do Roblox às denúncias feitas pelo influenciador no ano anterior.
Contexto da plataforma
Lançado em 2004, o Roblox permite que usuários criem e compartilhem seus próprios jogos, reunindo milhões de crianças e adolescentes globalmente. A atualização nas políticas de segurança reflete uma pressão crescente sobre as big techs para a proteção de menores. Nos Estados Unidos, autoridades como a procuradora-geral Liz Murrill já classificaram a plataforma como um possível "ambiente propício para predadores sexuais", o que justifica o endurecimento das regras.