Defesa de Virginia nega proibição de a influenciadora deixar o país por mais de 20 dias
Processo do Ministério Público do DF investiga publicidade irregular de apostas, mas órgão nega qualquer pedido para retenção de passaporte

A assessoria jurídica da influenciadora digital e empresária Virginia Fonseca negou, nesta quinta-feira (17), que a famosa esteja proibida pela Justiça de permanecer fora do Brasil por mais de 20 dias. A nota oficial desmente a informação veiculada pelo programa Melhor da Tarde, da TV Band, segundo a qual o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) teria imposto a restrição sob pena de retenção de passaporte por suposta dificuldade em notificar a empresária sobre um processo.
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Em comunicado enviado à imprensa, os advogados de Virginia classificaram a notícia como totalmente falsa e ressaltaram que não existe qualquer decisão judicial ou pedido do Ministério Público no processo que imponha limitações ao direito de ir e vir da influenciadora. Tanto o órgão ministerial quanto o tribunal do Distrito Federal confirmaram que a informação não procede.
O TJDFT explicou que, após algumas tentativas frustradas de citação no endereço de Virginia em Goiânia, a defesa da empresária se apresentou voluntariamente nos autos entre o fim de agosto e início de setembro, momento em que ela foi formalmente citada. Com isso, o processo segue seu trâmite normal e a juíza do caso aguarda apenas a apresentação da contestação por parte dos advogados.
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A disputa judicial trata de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do DF contra Virginia Fonseca e a empresa responsável pela plataforma de apostas Blaze. O procedimento investiga uma denúncia de publicidade irregular feita pela influenciadora nas redes sociais durante a Copa do Mundo, em vídeo apontado como capaz de induzir o público ao erro sobre ganhos certos em apostas. A ação também se baseia em um histórico de mais de 42 mil reclamações de consumidores reunidas contra a empresa de apostas.
