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LITERATURA

Bienal do Livro de SP encerra edição histórica com recorde de 760 mil visitantes

Evento registrou crescimento de 57% na média de faturamento dos expositores e forte presença de leitores jovens

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Bienal do Livro de SP encerra edição histórica com recorde de 760 mil visitantes
Autor A edição de 2026 foi marcada por corredores lotados e grande movimentação nos estandes - Foto: GN2 Conteúdo

A 28ª edição da Bienal do Livro de São Paulo encerrou suas atividades neste domingo (13) estabelecendo o maior recorde de público da história do evento. Realizada no Distrito Anhembi entre os dias 4 e 13 de setembro, a feira recebeu cerca de 760 mil pessoas ao longo de 10 dias de programação, superando o público de 722 mil visitantes registrado na edição de 2024. De acordo com a organização, o desempenho também refletiu no desempenho financeiro dos expositores, que registraram um aumento médio de 57% no faturamento em comparação com o evento anterior, em informações publicadas originalmente pelo portal GMC Online.

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A edição de 2026 foi marcada por corredores lotados e grande movimentação nos estandes, impulsionada principalmente pela massiva presença do público jovem. Os leitores buscaram obras de autores que fazem sucesso nas redes sociais, como Lynn Painter e Ali Hazelwood, adquirindo desde títulos infantojuvenis até volumes extensos com mais de 500 páginas. O evento também serviu para consolidar tendências de mercado, a exemplo dos "Book Charms" — miniaturas de livros em formato de chaveiro — e o uso do sistema de cashback do valor dos ingressos para a aquisição de obras no local.

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Apesar da circulação intensa e das grandes filas registradas para atrações e estandes, a programação transcorreu sem maiores imprevistos, absorvendo inclusive o cancelamento de última hora de convidadas como a ministra do STF Cármen Lúcia e a biógrafa Lesley-Ann Jones. O evento também gerou repercussão nas redes sociais devido à presença espontânea de um homem fantasiado como o personagem Ghostface no estande da editora Fruto Proibido, onde interagiu e gravou vídeos com o público sem contratualização prévia da empresa. As principais editoras participantes relataram crescimento expressivo no volume de vendas, coroando o encontro como um marco para o mercado editorial brasileiro.

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Quais foram os livros mais vendidos?

Companhia das Letras na Bienal

A Companhia das Letras destacou um aumento de 67% em relação ao faturamento e de 55% em relação ao volume das vendas na Bienal de São Paulo em 2026, comparado à edição anterior, incluindo seus selos como Bloom Brasil, Seguinte e Paralela

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O fundador e CEO da editora, Luiz Schwarcz, destacou o evento como “a Bienal da esperança, pela presença maciça de jovens com entusiasmo e amor pelos livros.”

Entre os destaques, o autor Raphael Montes, que emplacou o 1.º, o 2.º, o 4.º, o 5.º, o 6.º, o 8.º, o 12.º e o 15.º livros mais vendidos da editora. Confira a lista do Top 15 da Companhia das Letras na Bienal 2026 abaixo:

– A estranha na cama, Raphael Montes

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– Jantar secreto, Raphael Montes

– Binding 13, Chloe Walsh

– Jantar secreto (edição especial), Raphael Montes

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– Suicidas, Raphael Montes

– Dias perfeitos (edição especial), Raphael Montes

– Box Amores improváveis, Elle Kenedy

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– Uma família feliz, Raphael Montes

– O acordo (série Amores improváveis), Elle Kenedy

– A cabeça do santo, Socorro Acioli

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– Heartstopper #6, Alice Oseman

– Uma mulher no escuro, Raphael Montes

– Dias perfeitos, Raphael Montes

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– O risco (série Mindf*ck), S. T. Abby

– Bom dia, Verônica, Raphael Montes e Ilana Casoy

Grupo Harper Collins

A editora, que detém os direitos de venda de autores clássicos como J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis e Agatha Christie, “superou em duas vezes e meia o faturamento de 2024”, englobando todos os seus selos, como Pitaya, HarperKids, Thomas Nelson Brasil e Harlequin, segundo comunicado divulgado à imprensa. Confira a lista de livros mais vendidos abaixo:

– Dungeons & Drama – Kristy Boyce

– Dates & Dragons – Kristy Boyce

– Dados & Disputas – Kristy Boyce

– Lembranças de quando te amei – Paola Aleksandra

– A canção dos dragões perdidos – Sarah A. Parker

– O despertar da lua caída – Sarah A. Parker

– O profeta de ferro – Cristina Bomfim

– Box de Luxo Pocket – O Senhor dos Anéis + O Hobbit – J.R.R. Tolkien

– Cartas de um Diabo a seu Aprendiz – C.S. Lewis

– Diário de uma garota esquisita 2: entre likes e surtos digitais – Thalita Rebouças

Rocco

A editora, cujo estande teve decoração remetendo a antigos cinemas de rua, apresentou um faturamento 121% maior em relação a 2025, o “a maior de todos os tempos para a editora” em bienais do livro. Confira abaixo a lista com o Top 10 de livros mais vendidos do estande:

– Coração de Cristal Partido (Ariani Castelo)

– Kiwi e Os Garotos Perdidos (Ana Jeckel)

– Bons Tempos: Yesteryear (Caro Claire Burke)

– Ignis Lacrimosa (Helena Lopes)

– Powerless (Lauren Roberts)

– O Abismo de Celina (Ariani Castelo)

– A Hora da Estrela (Clarice Lispector)

– Box com a trilogia Jogos Vorazes (Suzanne Collins)

– Amanhecer na Colheita (Suzanne Collins)

– Jogos Vorazes (Suzanne Collins)

Intrínseca

A editora Intrínseca destacou um aumento de 85% em seu faturamento, comparado à edição de 2024. Entre os momentos de maior lotação, as sessões de autógrafos de SenLinYu. A instituição ressalta os gêneros de fantasia e comédias, seguidos também por suspense e terror.

Lynn Painter, uma das autoras favoritas do público adolescente, emplacou seis títulos entre os livros mais vendidos da editora neste ano. Confira abaixo:

– Patinando no amor, de Lynn Painter.

– Melhor do que nos filmes, de Lynn Painter

– O massacre da família Hope, de Raley Sager.

– Não é como nos filmes, de Lynn Painter.

– Apostando no amor, de Lynn Painter.

– Série Não Mexa, de Mikito Chinen.

– Alchemised, de SenLinYu.

– A guerra da papoula, de R. F. Kuang.

– Confusões do amor, de Lynn Painter.

– Mil vezes amor, de Lynn Painter.

Editora Alt e Globo Livros

Segundo informações de Mauro Palermo, diretor da editora, houve aumento de 100% na comparação com as vendas de 2024. O estande contou com a presença de nomes como Hannah Bonam-Young e Bal Khabra. O Top 5 de livros mais vendidos da Globo e Alt na Bienal foi o seguinte:

– Adversária do Vilão (Hannah Nicole Maehrer)

– Jogo a longo prazo (Rachel Reid)

– Diários de uma apotecária (Natsu Hyuuga)

– Box da série Os Naturais (Jennifer Lynn Barnes)

– Em rota de colisão (Bal Khabra)

Grupo Editorial Record

A editora informou o número de 170 mil livros vendidos até este domingo, 13, um ganho de 76% em relação ao mesmo período da última Bienal em São Paulo – os brasileiros, porém, contaram com aumento de 30%.

A Record informa que “os autores de maior peso na soma total de vendas” são Colleen Hoover, Sarah J. Maas, Holly Black, Freida McFadden, Carla Madeira e Babi A. Sette. Entre os livros mais vendidos em 2026 estão:

– Verity (Colleen Hoover)

– Quando (Carla Madeira)

– Meu Mafioso Favorito (Babi A. Sette)

– Editoras Sextante e Arqueiro na Bienal do Livro 2026

A Sextante e a Arqueiro, parte do mesmo grupo editorial, relatam um aumento de 82% em relação à edição anterior da Bienal do Livro em SP.

Os números foram impulsionados pela venda de títulos de Ali Hazelwood, neurocientista italiana cujos livros viralizaram no TikTok, e até ganharam adaptações para a Netflix. Destaque também para Murdoku, que mistura a solução de mistérios com o clássico Sudoku.

Livros mais vendidos da Sextante:

– Murdoku (Manuel Garand)

– A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver (Ana Claudia Quintana Arantes)

– Vertigem (Lela Brandão)

Livros mais vendidos da Arqueiro:

– Jogo de Amor para Dois (Ali Hazelwood)

– A Hipótese do Amor (Ali Hazelwood)

– Amor, Teoricamente (Ali Hazelwood)

– No Fundo É Amor (Ali Hazelwood)

– A Última Carta (Rebecca Yarros)

Grupo Autêntica/Editora Gutemberg

O grupo editorial destacou um aumento de 84% em relação à arrecadação total em comparação à edição de 2024. Em relação à Bienal do Rio de Janeiro do ano passado, por exemplo, a quantidade foi 160% maior. Confira os livros mais vendidos abaixo:

– A música da minha vida – volume 1, de Paula Pimenta

– Era uma vez um coração partido, de Stephanie Garber

– Caraval, de Stephanie Garber

– Balada do felizes para nunca, de Stephanie Garber

– Minha vida fora de série – 1ª temporada, de Paula Pimenta

– Minha vida fora de série – 5ª temporada, de Paula Pimenta

– Cine Killer, de Renné França

– O que resta de nós, de Virginie Grimaldi

– A lenda da caixa das almas, de Paola Siviero

– A relíquia perdida, de Alejandro G. Roemmers

– Fora de jogo, de Avery Keelan

– Fazendo meu filme – volume 1, de Paula Pimenta

– Apelo final, de Janice Hallet

– Talvez você deva conversar com alguém, de Lori Gottlieb

– De volta aos 15, de Bruna Vieira

Buzz Editora

A Buzz Editora, que ontou com sessões de autógrafos, rodas de conversa e encontros de autores, relatou um “crescimento de 360% nas vendas”, impulsionados graças ao selo Neon, voltado ao público jovem.

Segundo a empresa, três autoras brasileiras foram responsáveis pela venda de mais de 4 mil livros durante o período da Bienal:

– Andresa Rios (Até que a Morte nos Contrate)

– Marina Dutra (Sonho e Pesadelo)

– Nicole Oliveira (Altarin)

Os números da Bienal do Livro de SP 2026, segundo organizadores

– 760 mil visitantes

– 87 mil m2 de área total

– 75 mil m2 de área expositiva

– 269 expositores

– 800 autores, sendo 91% brasileiros

– 3,65 milhões de livros ofertados

– 57% de aumento na média de faturamento dos expositores em relação a 2024

– R$ 20 milhões em vales-livro

– 52 mil estudantes beneficiados

– 154 mil servidores da rede municipal beneficiados

– 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de SP

– 5 dias com ingressos esgotados

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