A ameaça do bullying
A tragédia protagonizada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, que matou 12 crianças durante um ataque a uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, traz à tona um problema antigo no ambiente escolar: o bullying. O termo em inglês descreve a perseguição de grupos de jovens a outro indivíduo, como o objetivo de intimidá-lo. No massacre à Escola Municipal Tasso da Silveira, o assassino atribuiu em vídeos gravados antes do crime o bullying sofrido por ele nos anos em que estudou na instituição como motivação para chacina.
Mesmo tendo ganhado o noticiário internacional nos últimos dias, o bullying não é uma forma de assédio cujas vítimas são crianças apenas de grandes centros. Em Apucarana, por exemplo, este tipo de violência é mais comum do que se imagina. Segundo o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, pelo menos um caso de bullying é atendido por dia pelo órgão.
“O bullying não necessariamente é uma violência física. Na maior parte das situações que atendemos, a agressão é verbal. São xingamentos, ameaças, apelidos de mau gosto”, explica a presidente do Conselho Tutelar do município, Izamara Vanessa Holak. (Leia reportagem completa na edição de domingo da Tribuna do Norte).
