Não identificados lotam IML de Apucarana
A crise que vem atingindo as unidades do Instituto Médico Legal (IML) no Paraná também dá sinais em Apucarana. Com apenas seis gavetas destinadas a atender situações de 28 municípios, o IML da cidade tem quatro vagas ocupadas com corpos ainda não identificados.
Em três dos casos, os cadáveres estão aguardando reconhecimento há quase quatro meses. Um deles é o de uma mulher morta em um atropelamento nas proximidades do Distrito de Pirapó. O responsável pela Necropsia no IML de Apucarana, Jerônimo dos Santos, explica que estes corpos ainda aguardam autorização judicial para serem sepultados. “Já encaminhamos para o Judiciário fotografias, amostras de DNA e impressões digitais. Após a liberação, se ainda não forem identificadas, essas pessoas podem ser sepultadas como ignoradas”, diz.
Nesta semana, a direção do IML no Estado anunciou que criará um banco de dados para facilitar o reconhecimento de corpos que chegam ao órgão sem identificação. A medida será possível através de um cadastro que deve centralizar informações de desaparecidos de todo o Estado.
