Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Região
publicidade
REGIÃO

Processo revela que pais permitiam adoção ainda na gravidez

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Novas revelações do caso das trigêmeas vieram à tona, com despachos da Justiça do Paraná, que relatam que os pais das trigêmeas assinaram ainda na gravidez, documento permitindo a adoção de uma de suas filhas.
As crianças estão em um abrigo de Curitiba, por decisão da Justiça.

As decisões, datadas de março, são respostas a pedidos do casal para retomar a guarda das crianças, nascidas em 24 de janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.


Em depoimento citado em um dos despachos, uma psicóloga da maternidade relata que os pais disseram ter feito fertilização in vitro para ter filhos e que, dos quatro óvulos implantados na mãe, três fertilizaram, mas o casal só queria duas das três meninas.

A psicóloga diz ainda que durante a gravidez eles procuraram, no exterior, meios de abortar uma das crianças. A advogada do casal não comentou a informação.

Ainda segundo a psicóloga, depois que as crianças nasceram os pais orientaram os familiares a não visitar os bebês e disseram que só haviam nascido duas meninas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O documento que permitia a doação de uma das meninas foi feito em agosto de 2010, cinco meses antes do nascimento das crianças, segundo as decisões da Justiça.

Em fevereiro, três semanas depois do nascimento, os pais confirmaram o desejo de renunciar a uma das meninas, dessa vez na Justiça e especificando qual das crianças. Na época, os bebês, que nasceram prematuros, ainda estavam internados.

Foi depois desse documento que a maternidade procurou o Ministério Público, que deu início ao pedido de abrigamento das trigêmeas por considerar que “os pais não teriam condições de paternidade e maternidade”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O casal se arrependeu da decisão quatro dias depois, mas já era tarde: a Justiça havia determinado o acolhimento das crianças.


A advogada do casal, Margareth Zanardini, afirma que os pais querem “desesperadamente” as três filhas de volta e estão “procurando todos os meios” para isso.

No processo, Zanardini diz que “a atitude equivocada dos pais não pode representar uma punição aos genitores, e muito menos às crianças, que são as maiores prejudicadas com a determinação do abrigamento”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ela, os pais não contaram com apoio psicológico na decisão de doar uma filha e, em vez disso, foram “tachados de insensíveis”.

A advogada do casal defende que as crianças têm o direito à convivência com os pais, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela também solicitou laudos psiquiátricos para atestar que os pais têm condições de cuidar dos bebês.

A Folha consultou as decisões na versão on-line do “Diário Oficial da Justiça” do Paraná. Zanardini disse que a divulgação dos despachos é “totalmente irregular” e que já solicitou à presidência do Tribunal de Justiça providências para tirá-los do ar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela reclama ainda da demora no julgamento do caso.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Região

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV