Médicos não descartam descredenciamento de planos
Pacientes de médicos conveniados a planos de saúde encontraram ontem consultórios fechados em todo o Brasil. Somente no Paraná, segundo um levantamento do Conselho Regional de Medicina (CRM), cerca de 10,2 mil profissionais aderiram à paralisação nacional, o equivalente a 60% dos 18 mil médicos ativos no Estado.
Suspendendo o atendimento de consultas e procedimentos eletivos, os médicos reivindicaram o reajuste dos honorários pagos pelas operadoras, bem como a valorização da categoria. Situações de urgência e emergência foram direcionadas a hospitais.
Em Ivaiporã, a participação dos médicos na mobilização foi unânime, segundo o CRM. Já em Apucarana, a estimativa da Associação Médica local é de que 80% dos 130 profissionais que atendem através de planos tenham aderido ao movimento no município.
“Ainda não temos como definir os impactos da paralisação. Mas, já podemos dizer que, se não houver negociação com as operadoras de saúde, pode haver um descredenciamento dos médicos. Esse pode ser o passo seguinte”, afirma o presidente da entidade, Elton Guerios.
Ele lembra que a categoria vem trabalhando há dez anos insatisfeita com os honorários repassados. “Isso tudo foi a portas fechadas e agora tornamos público”, assinala.
Atualmente, o valor médio pago por consulta pelas operadoras é de R$ 40. Os médicos reivindicam o reajuste da taxa para R$ 90. Cerca de 160 mil profissionais prestam serviço a planos de saúde em todo o País. O número de usuários de convênios já ultrapassa 45 milhões.
