Avenida Minas Gerais deve ser municipalizada

A Prefeitura de Apucarana está prestes a retomar a fiscalização de trânsito na avenida Minas Gerais, trecho urbano da BR-376. O município obteve ontem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) um sinal de que um acordo de concessão possa ser estabelecido entre as partes.
O controle do trânsito nesta via, considerada como uma das mais perigosas do município, está sendo requerido pela prefeitura há pelo menos dois anos. O município pretende retomar a fiscalização eletrônica através de radares, a ferramenta mais eficaz para diminuir a velocidade dos veículos e a ocorrência de acidentes, pelos levantamentos do seu departamento de trânsito.
A PRF enviou uma correspondência ao prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB), requerendo o cumprimento de algumas medidas burocráticas para que seja concedida a fiscalização ao município.
Exigências estas que o prefeito afirma já ter encaminhadas. As duas principais devem ser executadas imediatamente. “A Superintendência da PRF quer que apresentemos uma análise da quantidade de veículos em circulação horária na avenida e um relatório de acidentes e vítimas”, contou Oliveira.
“Este levantamento deve ser feito pelo nosso Departamento de Trânsito e, na semana que vem, eu vou pessoalmente levar estes documentos à superintendência em Curitiba”, frisou o prefeito.
João Carlos espera que em até 60 dias este procedimento esteja concluído. A fiscalização de trânsito passaria à Guarda Municipal (GMA) e a Polícia Militar que deve ainda atender os acidentes.
Se formalizada a municipalização, o passo seguinte é reativar os radares. “Tenho uma licitação para contratar uma empresa que presta este serviço que foi paralisada. É só atualizar”, disse o prefeito.
“A estatística de trânsito mostram que com os radares em funcionamento a redução de acidentes foi muito grande. Agora, como os motoristas sabem que não está funcionando, voltaram a abusar e por isto temos resultado negativo”, justificou o prefeito.
Em 2010 os acidentes na avenida mataram quatro pessoas. Neste ano já há uma vítima. “Minha preocupação é grande, com esta avenida que tem matado muita gente. Por isso quero rapidez, já que desde o começo da minha gestão venho tentando esta municipalização”, lembrou João Carlos.
Intervenções de estrutura
A municipalização do trânsito na avenida Minas Gerais não deve reverter proibição do estacionamento, determinada pela Polícia Rodoviária Federal há mais de um ano. Ainda não significa que o município poderá intervir na estrutura viária.
Caberá ao município apenas o controle do tráfego dos veículos. “Na infraestrutura da via, não podemos mexer. Para isto precisamos de autorização do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre)”, salienta o prefeito João Carlos de Oliveira.
Assim a prefeitura não pode, sem autorização, construir canteiros ou rotatórias. Contudo, começa a negociar com o DNIT estas intervenções, já que por causa da inauguração do supermercado Muffato, prevista para até o mês de julho, o trânsito de veículos cruzando a avenida vai aumentar.
“De fato a negociação do acordo evoluiu e se há a intenção do prefeito na municipalização do trânsito, dentro da legalidade a Polícia Rodoviária Federal apoia a iniciativa”, diz o chefe da unidade Apucarana da PRF, Pedro Faria.
A primeira vítima de acidente na avenida Minas Gerais este ano foi Marco Antônio Fernandes. O acidente acontece no dia 05 de fevereiro. A moto que conduzia foi atingida por um carro.
