Curitiba volta a registrar casos de leptospirose
Com as chuvas constantes e alagamentos nos últimos dois meses, a leptospirose volta a fazer vítimas em Curitiba e Região Metropolitana. Desde o início do ano, pelo menos quatro pessoas morreram vítimas da leptospirose em Curitiba e RMC. Foram 131 casos suspeitos e 16 confirmados até agora. O município de Fazenda Rio Grande registrou no final da tarde desta quinta-feira (10), a morte de uma criança de 7 anos por leptospirose. A estudante Maryana Perdoncin Prestes chegou a receber os primeiros atendimentos no Posto de Saúde do bairro Santa Terezinha, onde mora, mas por precaução o pai da criança levou a filha para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde ela acabou falecendo minutos depois do seu internamento. O falecimento foi registrado às 17h10.
A família de Maryana é uma das vítimas dos alagamentos que ocorreram no município. De acordo com a Defesa Civil do município, Nilton José Prestes, pai da estudante, disse que na enchente do último dia 29, enquanto ele e a esposa limpavam os danos deixamos pelo aumento do volume do córrego que invadiu sua casa, a filha brincava na correnteza, momento em que ela pode ter sido contaminada com a bactéria chamada Leptospira, presente na urina do rato e causadora da leptospirose.
A Secretaria de Saúde de Fazenda Rio Grande informa que em virtude do período das fortes chuvas, as pessoas devem ficar atentas com o aumento do volume da água dos córregos, haja vista que em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, se mistura à enxurrada e, conseqüentemente, pode acabar contaminando a população de várias idades.
Sintomas — Entre os sintomas, os mais freqüentes estão os parecidos com a gripe, que são a febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna). A secretaria informa que também pode ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas).
A Secretaria de Saúde comunica que as pessoas que apresentarem febre, dor de cabeça e dores no corpo alguns dias depois de terem entrado em contato com as águas de enchentes, devem procurar imediatamente as unidades de saúde mais próximas do município, não deixando de comunicar o médico que houve o contato com a água de enchente. “É muito importante que a pessoa informe o médico deste contato com esta água. Essa é uma doença curável e, quando diagnóstica no início, o tratamento é mais rápido”, afirma o secretário de saúde Marcelo Marques Os primeiros sintomas da leptospirose podem aparecer de um a 30 dias após o contato com a enchente. Na maior parte dos casos, os sintomas aparecem entre 7 e 14 dias. O tratamento da doença é baseado de antibióticos, hidratação e suporte clínico, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos graves precisam ser internados em ambulatório.
