OAB exige fim da situação de precariedade na Cadeia de Ivaiporã
A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ivaiporã denunciou nesta semana a continuidade das condições precárias na Cadeia Pública do município, interditada pela Justiça há cerca de quatro meses pelo mesmo motivo. Segundo o presidente da OAB de Ivaiporã, Fernando Santilho, em média, 15 detentos do regime semiaberto ficam por dia no local, expostos ao sol e a chuva, já que as celas improvisadas estão a céu aberto, no pátio da delegacia.
“São duas paredes de muro. Já as outras duas paredes e o teto são feitos de telas de arame, como se fosse uma gaiola. A impressão que tenho, quando vou lá, é que os detentos estão em um canil. É desumano e não podemos permitir que isso continue dessa forma”, afirma Santilho.
Confrome o presidente da OAB de Ivaiporã, os condenados em regime semiaberto devem participar de atividades e processos para inclusão na sociedade. Mas, na delegacia, por falta de espaço e estrutura, os detentos ficam presos. Há homens misturados com mulheres.
Santilho adiantou que está tentando marcar uma audiência com o governador Beto Richa (PSDB) e o presidente da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), Reinaldo de Almeida César Sobrinho. A ideia é pedir ajuda às autoridades para que o problema seja resolvido.
INTERDIÇÃO - A delegacia de Ivaiporã está interditada desde o dia 30 de agosto de 2010, a pedido da juíza titular do município, Adriana Marques dos Santos. O motivo foi o estado da carceragem, que foi quase inteiramente destruída por aproximadamente 164 presos, durante uma rebelião.
Parte dos presos foi transferida para a delegacia de Apucarana, região norte. Porém, ainda restaram cerca de 80 detentos, sendo que a capacidade do local é para 40.
