Compra de material escolar exige cuidados
O início do ano letivo é marcado pelo cheiro de material escolar novo. As papelarias de Apucarana aguardam um aumento de 5 a 10% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Na rede de papelaria Liberal, o número de funcionários temporários dobrou.
De acordo com a gerente de Vendas, Edilaine Santos, o quadro de funcionários saltou de 10 para 25 atendentes. “Apesar dos poucos dias de grande procura buscamos atender bem nossos cliente. Para isto, é indispensável a contratação de pessoal”, frisa.
Novidades
As prateleiras estão abarrotadas de novidades. São mochilas de diversas formas e cores. Canetas, lápis, borracha, fichários e cadernos. É claro! Segundo a gerente de vendas, os cadernos estão em foco em 2011. Diferente dos últimos dois anos em que o fichário reinou. Os que fazem mais sucesso, de acordo com Edilaine, são os com ídolos adolescentes na capa, como Luan Santana e Justin Bieber.
A adolescente Juliana Santoni, 14, levou para casa um caderno do Justin Bieber. “Sou fã dele”, justifica a escolha. A irmã Fabiana, 12, também escolheu o seu, mas na capa estão estampadas as meninas Plush Poison. “Elas são legais”, afirma.
Os campeões de venda são os cadernos Jollie e Capricho. Depois vem os com fotos de artistas adolescentes.
Orçamento
Juliana e Fabiana vieram com a mãe Márcia Santoni de Califórnia, cidade vizinha de Apucarana, para escolher os materiais escolares para a volta às aulas, que tem início no dia 8 de fevereiro. O valor médio das compras fica na casa dos R$ 200. E é o que Márcia combinou com as filhas. “Elas sabem o quanto podem gastar. A gente já conversa antes em casa. Então, é simples comprar o material com elas”, garante Márcia.
Márcia fez o certo, segundo o PROCON. O ideal é ter diálogo, quando a idade permite. Em outros casos, o melhor é deixar os filhos em casa para não ceder aos impulsos da moda escolar e deixar de lado alguns pontos essenciais. “Nem sempre, aquele material de valor alto é o melhor, por isso, precisa ver, em primeiro lugar, a qualidade. Ver toxicidade dos lápis ou pincel atômico ou lápis de cera. Isso faz parte de uma economia doméstica”, assinala o coordenador geral do PROCON Apucarana, Germano Delben.
Ele também faz alguns alertas aos pais na hora da compra. “A escola não pode exigir marca, indicar papelaria ou pedir produtos de uso coletivo, como papel higiênico, porque no valor da mensalidade já está incluso esses custos”, explica Delben.
Segundo o Código de Defesa do Consumidor, todos os materiais não duráveis têm no máximo 90 dias de garantia. Isso vale aos materiais escolares. Também não pode esquecer a pesquisa de preço, que pode fazer a diferença.
