Providência limita visitas para evitar contaminações
O risco de infecções por bactérias, como a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), levou o Hospital da Providência, de Apucarana, a restringir as visitas a pacientes internados em suas duas unidades no município. No ano passado, medidas de segurança já haviam sido adotadas após o sequestro de um recém-nascido na maternidade do hospital.
Cerca de R$ 43 mil foram gastos com a instalação de um sistema de câmeras de monitoramento eletrônico para evitar que situações como a protagonizada por uma falsa enfermeira voltassem a se repetir. O protocolo ainda incluiu o início de rondas dos vigias pelo Materno Infantil, um acompanhante por leito, uso de crachá pelos visitantes e ingresso de estagiários somente com professores.
Agora, conforme o diretor administrativo do Hospital da Providência, Neilton Rodrigues de Souza, quem tiver familiares internados precisa apresentar documentos de identificação como RG e CPF para ter a entrada liberada durante o horário de visitas. Além do controle maior, cada paciente tem direito apenas a dois visitantes, sem revezamento. Ontem, as novas regras já eram adotadas.
“Fizemos isso para prevenir a entrada de bactérias, que, segundo uma pesquisa feita na área, são levadas aos hospitais por visitantes. As pessoas, quando vêm da rua, não deveriam abraçar os pacientes. Eles estão com a imunidade baixa”, afirma. Souza observa que se trata de uma orientação feita pelo Ministério da Saúde, em função do alto consumo de antibióticos, que acaba tornando as bactérias resistentes ao medicamento.
Menores de 12 anos também estão impedidos de fazer visitas no Providência, enquanto apenas maiores de 18 anos podem acompanhar pacientes internados. “Crianças ainda não estão preparadas para fazer visitas em hospitais, em função de sua saúde mais frágil”.
