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Alunas morrem afogadas em excursão no Rio Paraná

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As estudantes Danielle Quintiliano de Oliveira, de 13 anos, que cursava a 5ª série no Colégio Estadual de Santa Mônica, a 570 quilômetros de Curitiba, no noroeste do Paraná, e sua colega Júlia Inocêncio de Lima, de 13 anos, da 6ª série, morreram na prainha de Porto Camargo, no Rio Paraná, a cerca de 100 quilômetros de onde moravam. Elas tinham ido passear em uma excursão promovida pela escola em que estudavam.

De acordo com a Polícia Civil, a prainha fica em uma ilha a cerca de um quilômetro do porto, à qual se tem acesso por barco. O primeiro grupo chegou ao local e, enquanto o barco retornava para buscar outro, alguns estudantes entraram na água. O rio é raso naquela localidade, mas há alguns poços mais profundos e as duas adolescentes teriam caído em um deles. Os esforços das professoras que os acompanhavam e dos outros alunos foram em vão.

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A diretora auxiliar da escola, Maria Juraci, disse que a excursão fazia parte do programa Viva Escola, desenvolvido durante todo o ano e que teve o meio ambiente como tema. O grupo com 24 estudantes de várias séries estava acompanhado de três professoras e de uma auxiliar. Depois do incidente, a pedagoga Janaína Miyoshi, que organizou a excursão, e a professora Neuzeli Aparecida Rosado, precisaram ser hospitalizadas em razão do estado de choque e por terem ingerido água na tentativa de salvamento das adolescentes.

A diretora afirmou que, pela manhã, os estudantes visitaram o Parque das Araras, onde também almoçaram. Segundo ela, a excursão foi definida em reunião com os pais, que deram autorizações por escrito, além de a Promotoria ter sido comunicada. "Fizemos tudo para dar mais segurança", afirmou. Ela acentuou que a escola já entrou em contato com o núcleo de educação para pedir auxílio de assistente social e psicólogo para os outros estudantes que estavam no grupo. Os corpos estavam no Instituto Médico Legal de Umuarama nesta tarde e devem ser sepultados amanhã.

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