CDR pode conciliar presos provisórios e condenados

Técnicos da Secretaria Estadual de Justiça (Seju) estiveram anteontem em Apucarana para explicar as opções de projetos dos Centros de Detenção e Ressocialização (CDRs). Da discussão, no Fórum Desembargador Clotário Portugal, participaram representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil. Na reunião, convocada pelo Conselho Comunitário de Segurança, (Conseg), o principal questionamento dos vereadores, relativo a possibilidade de desativar o minipresídio com a construção de uma unidade em Apucarana, foi esclarecido.
De acordo com o engenheiro Luiz Carlos Giublin Júnior e o arquiteto Ilton Bitencourt, ambos do Departamento de Engenharia e Manutenção da Seju, os CDRs podem conciliar presos provisórios (que ainda não foram julgados) em ala separada dos condenados.
“O CDR é uma construção em três blocos e cada bloco é dividido em galerias. Cada galeria tem no máximo seis celas, assim há condições de fazermos a separação entre presos provisórios e condenados”, explicou o arquiteto Bitencourt, que preferiu não entrar na questão da desativação do minipresídio. “Esta é uma decisão que cabe a Secretaria de Segurança Pública e ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), que vai ser implantada em Apucarana, caso a comunidade decida pela penitenciária”, completou o engenheiro Giublin Júnior.
Os técnicos também informaram que o modelo de CDR pode ser adequado à necessidade regional em relação ao número de vagas. Segundo o Judiciário, o Vale do Ivaí tem hoje aproximadamente 500 presos condenados. A Seju tem modelos de unidade de 300, 480 e 800 vagas. Em Londrina, entretanto, o CDR foi construído com 960 vagas, de acordo com a necessidade local. O tamanho da unidade passa a ser agora a questão mais polêmica do projeto. Para alguns, uma penitenciária que possa superar 800 presos é incompatível com Apucarana, outros defendem que a região necessita dessas vagas.
“Acho que ficaram claras muitas dúvidas. Tudo o que estamos conhecendo vai subsidiar cada vereador se tiver que decidir”, disse a vereadora Lucimar Scarpelini (PP). Sete vereadores participaram do encontro.
