Pessuti contratata 646 servidores e admite que governo errou com ParanaPrevidência
O decano jornalista Fábio Campana, nascido na Tríplice Fronteira, mas radicado há muitos em Curitiba, postou em seu blog duas matérias com críticas contundentes tendo como alvo o atual governador do Paraná, Orlando Pessuti, agora desafeto declarado do até pouco tempo "amigo e companheiro" Roberto Requião, de quem era vice.
Campana chama a atenção sobre o número de contratações feitas por Pessuti ao logo de sete meses de governo e esmiuça a questão do déficit da ParanaPrevidência. De acordo com postagem no blog de Camapana, o Tribuna do Contas alertou que se Estado do Paraná continuasse contratando, dando aumento salarial e a expectativa de vida dos servidores aumentando o dinheiro só daria para pagar os benefícios até 2018.
Leia a íntegra das publicações.
Em sete meses Pessuti contratou 646 servidores
Desde que assumiu o governo, em abril deste ano, o governador Orlando Pessuti (PMDB) já nomeou 835 funcionários em cargos de comissão, período no qual foram exonerados apenas 189 funcionários. Em outubro, por exemplo, foram 69 nomeações, contra 11 exonerações. Em novembro, até o dia 11, Pessuti contratou 14 funcionários – e exonerou 2.
O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder do PSDB na Assembleia e integrante da equipe de transição do governador eleito Beto Richa, ficou espantado com o número de nomeações feitas por Pessuti desde que assumiu o governo.
“O que faz um funcionário contratado para trabalhar apenas dois, três meses? A não ser que sejam mantidos pelo próximo governo, o que não acredito, pois são cargos em confiança, apenas aumentam as despesas e o buraco da dívida que este governo está deixando”, disse Traiano. Ele lembra que todos estes funcionários tem direito a férias proporcionais e décimo terceiro salário. “O governador está dando presente de Natal com o dinheiro da população”, disse o deputado.
Pessuti admite que governo errou com ParanaPrevidência
O alerta dado pelo MPE e pelo TCE sobre o déficit da ParanaPrevidência foi o mesmo dado pelos auditores externos independentes para as sucessivas diretorias da instituição.
Qual o alerta? De que se o Estado continuasse contratando, dando aumento salarial e a expectativa de vida dos servidores aumentando o dinheiro só daria para pagar os benefícios até 2018.
Como ninguém quis ouvir e preferiram ficar papagaiando que a política de investimentos em títulos públicos era a glória nacional dos fundos de pensões diante da crise internacional, não sobrou outra alternativa para o governador Orlando Pessuti (PMDB).
Mandar um projeto propondo reanálise do fundo e de sua tábua atuarial e abrindo a possibilidade de cobrança dos inativos, que é determinado pelo Ministério da Previdência há muito tempo em seus relatórios de auditoria.
A atitude de Pessuti(PMDB) mandar o projeto para a Assembleia Legislativa é o atestado de incompetência de um governo que não soube ouvir ou se fez de cego e surdo e que no apagar das luzes admite o que já era publico e notório.
Não calculou direito os impactos que sua política de recursos humanos teria sobre do fundo de previdência dos servidores públicos. Cálculo simplório que qualquer estudante que usa uma maquina HP faz após um cursinho de uso do equipamento.
Fonte: blog do Fábio Campana
