Cigano é morto a tiros e facadas em acampamento
Uma briga em um acampamento cigano instalado no Jardim Alvorada terminou com a morte de um homem de 43 anos. A filha da vítima, quatro anos, foi atingida por uma bala perdida e medicada no Hospital Universitário (HU).
Os assassinos usaram um veículo do morto para fugir e até o fim da tarde de ontem não haviam sido localizados. Horas após o crime, os demais ciganos abandonaram o acampamento às pressas. O crime elevou para seis o número de ciganos assassinados em Maringá e região nos últimos dois anos.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta da um hora de ontem no acampamento situado na confluência da Avenida Franklin Delano Roosevelt com a Rua Luiz Pedro Poltronieri, zona norte da cidade.
Líder de um acampamento de ciganos instalado na cidade de Castro, sul do Estado, Masinho Soares chegou em Maringá por volta das 18 horas de segunda-feira.
Acompanhado da amásia, Roseli de Lima Ferraz, 27 anos, e de duas filhas, de vinte e de quatro anos, Masinho conversava com os moradores de uma barraca quando, em determinado momento, teria recusado uma dose de pinga oferecida por um cigano identificado apenas como Renato.
A recusa deu início a uma discussão e, após uma breve troca de ofensas, Dicrei Nogueira Soares, filho de Renato, sacou uma arma e disparou quatro tiros em Masinho. Um dos tiros perfurou as duas pernas a menina de quatro anos, filha de Masinho, que estava próxima ao pai.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, após perceber que Masinho ainda respirava, Renato armou-se com uma faca e desferiu vários golpes no pescoço e olho esquerdo dele, matando-o na hora.
Logo em seguida, pai e filho embarcaram no carro da vítima, um utilitário GM Tracker, placa CYO 0898, e fugiram em direção a Iguaraçu. O veículo foi encontrado abandonado, ontem pela manhã, em Itaguajé, divisa com o Estado de São Paulo.
Em depoimento à Polícia Civil, Simone Soares, vinte anos, filha de Masinho, contou que correu do barraco após ouvir os primeiros disparos. Ela, no entanto, entregou aos investigadores um aparelho celular contendo as fotos dos dois assassinos. Simone explicou que o pai dela era primo de Renato e ex-sogro de Dicrei.
Seguindo a tradição, logo após o crime, os demais integrantes abandonaram o local. Na pressa de deixar o acampamento, alguns deles contrataram uma moradora do bairro para desmontar as barracas e guardar os pertences.
Outros deixaram tudo para trás, mas avisaram que um caminhão viria buscar os produtos.
