Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Região
publicidade
REGIÃO

Presos são transferidos após rebelião

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Celas sem condições de abrigar os presos. Essa foi a definição da Polícia Militar depois que terminou a rebelião no 2º Distrito Policial, durante toda a tarde de ontem, em Londrina. Os detentos, que fizeram um carcereiro refém, reclamavam da superlotação da carceragem, que abrigava 340 pessoas num espaço projetado para aproximadamente 120 presos. Eles ameaçaram atear fogo em colchões e exigiram a presença da juíza titular da Vara de Execuções Penais (VEP). Noventa deles seriam transferidos ainda ontem para outras unidades prisionais.

A rebelião teve início por volta das 16 horas, quando o carcereiro de plantão, Nilson Carlos, foi feito refém. Segundo a polícia, ele estava recolhendo as sobras do almoço quando foi dominado à força e, em seguida, amarrado. “Os presos pedem melhorias no conforto, dizem que o local é quente, abafado e pequeno”, afirmou o tenente Ricardo Eguedis, porta-voz da Polícia Militar , no início da tarde. Presos de apenas algumas celas participaram do motim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As equipes do Pelotão de Choque foram acionadas, o que exaltou o ânimo dos familiares dos detentos, que acompanhavam a situação do lado de fora. “Nós temos medo do Choque. Eles são piores que bandidos”, diziam algumas mulheres. Pelo menos cinco carros com policiais fortemente armados e outras três motocicletas foram até o local. O carcereiro Nilson Carlos conversou, por telefone, com a mulher dele. “Ele disse para avisar que, se o Choque entrar, eles vão matá-lo”, contou, sem se identificar.

Durante toda a tarde, a movimentação de policiais militares e civis foi intensa. Algumas mulheres e mães de presos fizeram uma oração em intenção aos detentos. O oficial de Justiça José Abrahão levou a juíza Márcia Guimarães, titular da VEP, para negociar com os detentos. Era uma exigência deles. “Já soltamos três presos e vamos acalmar os ânimos”, declarou à imprensa. Por volta das 20 horas, o carcereiro foi liberado e levado pelo Corpo de Bombeiros a um hospital da cidade, a fim de passar por exames.

Quando o carcereiro foi solto, novamente os ânimos se exaltaram entre os familiares dos detentos. Alguns chegaram a chutar e apedrejar o portão do 2º DP. A polícia convidou um grupo de dez mulheres para entrar na carceragem e conversar sobre a situação. “Não vimos os presos, mas o Choque não entrou. Eles vão ser transferidos”, disse a costureira Meire Mariana, uma das mulheres que conversou com os policiais. De acordo com ela, as celas estavam destruídas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


O tenente Ricardo Eguedis confirmou que “as celas não têm condições de abrigar os presos” e que, também por conta disso, eles seriam transferidos para outras unidades prisionais da cidade. Pouco antes das 21 horas todos os detentos foram levados ao pátio, onde seriam revistados e aguardariam o transporte para a remoção.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Região

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV