Adolescente não encontra receptador e entrega 17 kg de maconha para a PM
Um adolescente de 16 anos procurou os policiais militares do Posto da PM localizado na Rodoferroviária, em Curitiba, nesta quarta-feira (29), para entregar 17 kg de maconha após ter contatado o suposto receptador, o qual teria dito que não sabia do que o jovem estava falando. “Em 28 anos de polícia militar nunca acompanhei um caso como este de alguém entregar a droga espontaneamente”, disse o Sargento Vilde Oliveira Rosa, que juntamente com outros policiais, atendeu o caso.
O jovem veio de Foz do Iguaçu e teria revelado aos policiais que receberia R$ 600,00 pelo transporte da maconha, e que ao chegar em Curitiba, ligou para a pessoa indicada. “Segundo o adolescente, o receptor disse que não estava esperando a carga de maconha e, imediatamente, desligou o telefone. Assustado, o jovem nos procurou para pedir auxílio”, conta o Sargento.
A droga, acondicionada em uma mala de viagem, estava dividida em 20 tabletes. Ainda de acordo com o PM, o menor foi encaminhado juntamente com o entorpecente apreendido à Delegacia do Adolescente. “Era visível que ele estava nervoso e fazia aquilo pela primeira vez; talvez por estar arrependido procurou a PM, o que nos leva a crer que é possível que o adolescente leve isso em consideração, e não seja mais uma vítima do crime, isto é, que procure outras alternativas”, diz Vilde.
POSTO DA PM - Na rodoferroviária de Curitiba, onde passam milhares de pessoas diariamente, vindas de todas as regiões do Brasil, são realizadas, diuturnamente, abordagens a pessoas com atitudes suspeitas. Instalado, desde abril de 2009, o posto policial do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que atua 24 horas, já apreendeu armas, drogas e outros objetos ilícitos.
O posto também possui um sistema de monitoramento por meio de câmeras de segurança para oferecer maior proteção aos usuários do local. “Os usuários do local podem ajudar a PM a identificar casos suspeitos e situações adversas de tráfico de drogas pelo 181. A ligação é gratuita e anônima”, explica o Sargento.
