Mocó provoca medo em Arapongas

Insegurança. Este é o sentimento que os moradores das imediações do antigo prédio da Araovos Alimentos, na Avenida Maracanã, compartilham em Arapongas. Situada na região da Paróquia Santo Antônio, a edificação em ruínas, segundo o relato da comunidade, serve de ponto para a prostituição e o tráfico de drogas. Insustentável, o cenário já virou até tema de abaixo-assinado no bairro.
De acordo com o comerciante José Aparecido dos Santos, pelo menos 150 pessoas já assinaram um documento pedindo a limpeza da área. “Conversamos com a Prefeitura e nos falaram que vão demolir aquilo até sexta-feira. Não aguentamos mais. Tem gente que se esconde ali para usar drogas ou roubar outras pessoas”, diz ele, que foi assaltado três vezes no estabelecimento em que atua. “Ficamos com medo até de trabalhar por perto”, enfatiza.
Santos explica que, se o prédio abandonado não for derrubado, os moradores devem ir além. Eles pretendem interditar o trecho urbano da BR-369, na Av. Maracanã. “Vamos protocolar o abaixo-assinado com mais de 600 assinaturas na Prefeitura e no Fórum e, se não formos ouvidos depois disso, a alternativa será protestar”, alerta.
A moradora Valdirene de Souza relata que já passou muitas noites sem dormir em função da algazarra promovida por homens e mulheres que se reúnem no mocó. “Eles saem para a rua e fazem de tudo que se pode imaginar. Fumam drogas em frente à casa da gente, fazem ponto. As coisas roubadas são levadas para a construção e não podemos deixar nem nosso portão aberto”.
“Todo dia tem um pessoal diferente. Pessoas que passam de dia na avenida também são assaltadas”, completa a comerciante Aparecida dos Santos.
O secretário municipal de Obras e vice-prefeito de Arapongas, Jair Milani (PP), reconhece que o prédio da antiga Araovos merece providências. No entanto, aponta que o caso precisa passar por trâmites administrativos até ser resolvido.
“Estamos notificando o proprietário, que está no Rio de Janeiro. Não podemos fazer nada em uma área privada sem autorização”, define.
