Setor de bonés fechou 2009 sem crescimento
O Sebrae divulgou na reunião da governança do APL Bonés de Apucarana, realizada na última semana, resultados parciais da Pesquisa T1 realizada
com 104 empresas do setor em maio.
Foram entrevistadas 86 empresas de bonés, 12 de bordados, 03 de abas e 03 de aviamentos. “São números que nos permite traçar o
cenário do ano de 2009 para o setor de bonés”, explica o consultor do Sebrae, José Henrique Martins.
Em 2009 as empresas fecharam o ano sem crescimento. “Ouve, na verdade, um pequeno decréscimo de 1.4%. Porém, as empresas se mantiveram no mercado mesmo passando pelo turbilhão econômico causado em 2008, que prometia se refletir em 2009”, ressalta Martins.
Outros dados apresentados pela pesquisa foi do investimento no produto. “Cerca de 90% dos entrevistados garantiram que
investiram na qualidade do produto e 75% no atendimento. Isso comparado a 2008”, fala Martins.
O presidente do Sivale e gestor do APL, Jayme Leonel, frisa que esse investimento no produto deve-se a própria seleção do mercado. “Com a crise, as pessoas passaram a escolher melhor o que comprar. Isso logicamente refletiu na produção do boné, que deixou de ser quantitativa para se qualificar”, resume Leonel.
Tecnologia - A pesquisa mostra que mais de 30% dos entrevistados estão investindo em tecnologia e novas matérias primas. “Vemos que a maioria das empresas de boné possui um estilista ou designer próprio. Ou seja, estão pensando cada vez mais em moda”, diz o
consultor do Sebrae.
