Acidentes de trânsito matam mais de 100 pessoas em Apucarana
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Com mais de 73 mil veículos circulando pelas vias urbanas de Apucarana, segundo os
dados do Departamento Estadual de Trânsito, é maior o risco de acidentes
envolvendo carros, motos, bicicletas e outros meios de transporte. E as
consequências são traduzidas em números: de janeiro de 2013 a dezembro de 2015,
112 pessoas perderam a vida, vítimas destas ocorrências, de acordo com o
relatório SIM-Tabnet, do Ministério da Saúde, a partir dos atendimentos
prestados pelo Samu-Apucarana e Corpo de Bombeiros.
O
diretor presidente da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana, Roberto
Kaneta, detalhou os números do relatório. “No período apresentado, o Corpo de
Bombeiros atendeu a 2.169 pessoas feridas, enquanto o Samu, em 1.632 acidentes
registrados, apresentou 63 vítimas fatais, ou seja, no local da ocorrência,
enquanto outras 49 não resistiram aos ferimentos e morreram em hospitais. Um
resultado alarmante”, manifesta Kaneta. Segundo ele, é fundamental ações para
reduzir o número de acidentes e, para tanto, irá apresentar uma proposta de
atuação multissetorial de conscientização a condutores. “Somente lamentar as
mortes não é suficiente, é preciso agir”, completa o diretor presidente da AMS.
FERIDOS
Dependendo da complexidade do caso, o paciente permanece no mínimo 12 dias
internado na unidade hospitalar, mas há casos que permanece meses até o
recebimento da alta médica. A partir da alta, ressalta Roberto Kaneta, o
paciente precisa passar por fisioterapia e tratamentos complementares até o
completo restabelecimento. “Sobre os custos de recuperação das vítimas de
acidentes, não é possível informar, pois depende da complexidade de cada caso e
do tempo de internação, além das ações complementares necessárias,além da
medicação”, diz Kaneta.
Entretanto,
salienta ele, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em
conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, mostra que em 2014 “os cerca de 170
mil acidentes de trânsito ocorridos nas rodovias federais brasileiras geraram
um custo para a sociedade de R$ 12,3 bilhões, sendo que 64,7% desses custos
estavam associados às vítimas dos acidentes, como cuidados com a saúde e perda
de produção devido às lesões ou morte, e 34,7% estavam associados aos veículos,
como danos materiais e perda de cargas, além dos procedimentos de remoção dos
veículos acidentados”. Em números, complementa o diretor presidente da AMS,
o atendimento às vítimas corresponde a R$ 7,9 bilhões, incluindo remoção,
atendimento, despesas hospitalares, tratamento de lesões e perda de produção.
MUNDO
A Organização Mundial de Saúde estima que, anualmente, 1,3 milhão de pessoas
morrem no trânsito (algo como duas pessoas a cada minuto). Estas cifras, por si
impressionantes são, contudo apenas a “ponta do iceberg” dos danos gerais
representados pelos acidentes de trânsito, pois o número de feridos pode estar
entre 20 e 50 milhões de indivíduos.
Os custos dos acidentes de trânsito já
foram estimados em 2% dos PIB dos países, ou ainda, em um custo global US$ 518
bilhões/ano. No setor saúde o impacto é significativo, particularmente nos
países de baixa e média renda, onde o trânsito responde pela sobrecarga de
prontos-socorros, dos setores de radiologia, fisioterapia e reabilitação. Em
países em desenvolvimento, as lesões no trânsito podem representar metade da
ocupação dos centros cirúrgicos e entre 30%-86% das hospitalizações (com uma
média 20 dias de internação) . Há, contudo, contudo, conseqüências menos
tangenciáveis ou de mais complexas contabilidade, como a desestruturação de
núcleos familiares coma perda de arrimos e seqüelas de longo prazo.