Polícia do Paraná não se inibe com facção criminosa
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A cúpula da polícia
do Paraná reiterou nesta semana que está preparada para possíveis incursões e
ações de membros da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC)
no eixo Londrina-Apucarana-Maringá.
Conforme autoridades da área de segurança, na Penitenciária
Estadual de Maringá (PEM), no minipresídio da 9ª SDP, na Cadeia Pública de
Sarandi na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e no minipresídio de
Apucarana é notória a existência de membros ou simpatizantes do PCC. Os que não
aderiram à facção criaram suas próprias organizações com forma de se proteger
de possíveis ataques.
SEM REPRESÁLIA - Já em
Apucarana, um fugitivo do minipresídio acusado de praticar diversos assaltos na
região seria integrante do PCC, conforme relato extra-oficial da própria
polícia. Ele foi morto em confronto há alguns anos e, na oportunidade, seis
comparsas do bandido acabaram presos. Com eles a polícia apreendeu um arsenal
que incluía várias pistolas e um revólver calibre 44. Dias depois da morte do
criminoso, a polícia de Apucarana começou a receber telefonemas ameaçadores,
dando conta que integrantes da corporação que participaram da operação que
resultou na morte do marginal já "estariam jurados", mas nenhuma represália foi consumada.
Alguns
policiais afirmam, no entanto, que a imprensa teria parcela de culpa do
fortalecimento da facção criminosa na região. De acordo com eles, a
superexposição do PCC na mídia fez com que muitos marginais atentassem para o
fato de que a organização em grupos era a melhor forma de enfrentar a repressão
policial dentro e fora dos presídios.
Policiais
que pediram para ficar no anonimato revelaram, no entanto, que uma há ordem
expressa da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) para não falar
sobre a presença do PCC no Estado. Barroso, entretanto, nega esse tipo de
ordem. A assessoria de imprensa Sesp, no entanto, não confirma as denúncias de
que organizações criminosas de outros estados estariam agindo e recrutando
pessoas no Paraná.
Lideranças
no Estado estão na prisão
Os principais líderes do PCC no Paraná estão presos. A afirmação é de um
experiente policial do Paraná que hoje está aposentado, mas continua ligado às
questões da área de segurança. A informação partiu da cidade de Londrina, onde
segundo essa fonte, há uma célula instalada da facção criminosa, assim como em
Foz do Iguaçu e Guaíra.
"Isso é
que concluiu um trabalho de pesquisa dos órgãos de segurança. O plano do PCC é
se instalar de forma efetiva em Londrina e Foz do Iguaçu, mas aqui no Paraná a
facção criminosa é fraca, os três principais líderes estão presos e a polícia
está muito bem preparada para evitar qualquer investida nesse sentido",
disse o policial aposentado.
Ele lembra
que em meados de maio de 2006, o PCC promoveu 80 rebeliões simultâneas em
presídios de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, e 281 ataques a policiais
civis, militares e da guarda municipal paulistana. Isso aconteceu depois que o
governo paulista decidiu transferir 765 detentos ligados ao PCC para o presídio
de Presidente Venceslau (Oeste paulista).