Quatro investigados da Operação Ferrari estão foragidos, diz polícia
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Quatro pessoas investigadas pela Polícia Federeal pela suspeita de envolvimento com o tráfico internacional de drogas estão foragidas nesta terça-feira (16). Os investigados tiveram a prisão preventiva decretada durante a Operação Ferrari, deflagrada na segunda-feira (15). De acordo com a Polícia Federal os suspeitos são de Mundo Novo (MS), Salvador (BA) e Indaiatuba (SP).
A operação ocorreu simultaneamente em cinco estados do país. Foram expedidos 49 mandados judiciais - 20 de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e sete de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Ao todo, 16 pessoas foram presas e as sete prestaram depoimento.
Entre as pessoas que prestaram depoimento à PF está o Tenente-Coronel da Polícia Militar Mauro Rolim de Moura. Após comparecer à delegacia da PF em Londrina, no norte do Paraná, Moura foi indiciado por corrupção passiva.
“O tenente-coronel foi chamado para esclarecer a relação que mantinha com um dos chefes da organização criminosa. Descobrimos que ele mantinha contato com esse preso com certa frequência. Ele (Tenente-Coronel Mauro Rolim) não tem relação com o tráfico de drogas, mas como é amigo de uma pessoa com uma extensa ficha criminal foi chamada para prestar depoimento”, explica o delegado Elvis Secco.
O G1 tentou entrar em contato com o Tenente-Coronel Mauro Rolim de Moura, porém o 2°Comando Regional , onde ele atua, informou que Moura saiu de férias nesta terça-feira (16), e que não seria possível localizá-lo. Entretanto, o Comando Geral da PM informou, por meio de nota, que afastou Moura do cargo e ainda determinou a abertura de uma sindicância para apurar os fatos.
Na operação, a PF ainda apreendeu mais de R$ 1 milhão, 42 veículos de luxo, dois reboques, 27 caminhões, duas motos importadas de luxo, 37 celulares, 91 relógios, joias e uma arma de fogo.
Mesmo com o cumprimento dos mandados judiciais, as investigações devem continuar por pelo menos mais dois meses.
“Essa organização criminosa é muito bem estruturada, era uma empresa criminosa. Por isso, as investigações foram muito minuciosas, tínhamos que ter provas além do monitoramento telefônico. Os policiais vigiaram a quadrilha diariamente, em todos os lugares, inclusive quando os chefes do bando faziam viagens. Agora precisamos analisar os documentos apreendidos e os depoimentos”, detalha o delgado da PF.
Operação Ferrari
A Polícia Federal investigava o grupo há 14 meses, e durante as investigações, a polícia descobriu que o patrimônio da quadrilha ultrapassava os R$ 40 milhões. Conforme a PF, a quadrilha importava pasta base de cocaína do Paraguai, refinava a droga em laboratórios localizados em Indaiatuba (SP) e em Salvador (BA), e depois revendia o entorpecente no interior de São Paulo e na Bahia.
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