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Diagnóstico Cultural da Amepar é apresentado para lideranças

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Durante reunião nesta semana, na sede do Cismepar, prefeitos e outras lideranças conheceram o livro “Diagnóstico Cultural da Amepar”, um trabalho executado ao longo de 2013 e 2014 pela empresa Carnasciali & Vermelho. O desafio foi traçar o perfil das atividades culturais da região, dos equipamentos culturais disponíveis e a oferta de mecanismos de incentivo fiscal. “Foi um trabalho de fôlego, que certamente permitirá uma visão abrangente do que representa a cultura nestas 22 comunidades, abrindo alternativas para uma melhor gestão de políticas públicas no setor”, afirma o coordenador do projeto, Rogério Carnasciali. O projeto tem o patrocínio da Duke Energy, FIEP/SESI, Moinho Arapongas, Moinho Globo e Granjeiro Alimentos e é uma realização do Ministério da Cultura (Minc), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Segundo Carnasciali, entre os meses de março e dezembro de 2013 foram distribuídos 2.800 formulários para nove públicos ligados ao mercado cultural nos 22 municípios da microrregião: artistas, grupos artísticos, ateliês, igrejas, comunidades, ONGs, empresas, escolas e secretarias municipais de cultura. “O resultado final trouxe algumas informações impressionantes. Por exemplo: 89,90% dos entrevistados disseram nunca ter ido ao cinema e 78,40% nunca foram a um museu”, assinala Carnasciali. A implantação de salas de cinema é uma das principais reivindicações nos municípios da Amepar.

Das 22 cidades, apenas 6 contam com um centro cultural. E apenas duas – Londrina e Rolândia – contam com um fundo municipal de cultura. O livro apresenta um breve histórico de cada município, os espaços culturais citados pela população, os grupos migratórios que fizeram parte da colonização, artistas e grupos artísticos citados na pesquisa, opiniões sobre o mercado cultural e as políticas públicas, as demandas da comunidade e as sugestões de projetos e encaminhamentos para a gestão pública. “Apresentamos os editais e os programas disponíveis para que os prefeitos e suas equipes possam buscar recursos, seja através de emenda parlamentar, seja diretamente nos ministérios”, acrescenta Carnasciali.

Segundo ele, o projeto também teve o incentivo do deputado federal Alex Canziani (PTB). “Ele nos disse que há recursos disponíveis em Brasília para a área da cultura, mas que muitas vezes é difícil trazer essa verba para os municípios por falta de projetos bem elaborados”, observa Carnasciali. Os prefeitos da Amepar mostraram-se satisfeitos com o trabalho. “O livro ficou lindo e é riquíssimo em informações que com certeza vão ajudar muito as administrações na área da cultura”, afirma Luiz Nicácio, prefeito de Centenário do Sul e presidente da Amepar.

O prefeito de Rolândia, Johnny Lehmann, afirmou que os municípios podem avançar muito caso aproveitem as informações técnicas apresentadas no livro. “Um exemplo nesse sentido é a Lei Rouanet, com a qual nós demos uma nova dinâmica para a Oktoberfest de Rolândia”, afirmou Lehmann, auxiliado na tarefa pelo próprio Carnasciali. Desde que o projeto foi enquadrado no Minc, Rolândia já conseguiu captar mais de R$ 1 milhão através da Lei Rouanet. “Com esse estudo, cada município vai conhecer melhor a sua realidade e saber onde e como buscar os recursos necessários”, avaliou Lehmann.

O gestor cultural Rogério Carnasciali, 
enquanto apresentava o resultado da pesquisa 
para os prefeitos e outras lideranças da Amepar
Consórcio Intermunicipal da Cultura
pode ser alternativa, considera gestor

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Assim como ocorre na saúde e na segurança, a criação de um Consórcio Intermunicipal de Cultura pode garantir avanços para o setor. A sugestão foi feita pelo gestor cultural Rogério Carnasciali, durante a reunião com prefeitos da Amepar. “Um consórcio pode otimizar tanto a discussão como as ações entre os gestores públicos, os artistas e as entidades ligadas ao mercado cultural da região”, avalia Carnasciali. Para ele, o consórcio também pode facilitar a elaboração de projetos e a busca de recursos, inclusive para investimentos de abrangência regional.

Depois da Amepar, a equipe vai realizar neste ano projeto semelhante na Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), composta por 27 cidades e com sede em Santo Antônio da Platina. O projeto já foi aprovado pelo Minc. Na sequência, será a vez da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), formada por 30 cidades e com sede em Maringá.

“A segunda microrregião a ser pesquisada seria o Vale do Ivaí. Porém, enviamos uma carta proposta e não houve até o momento manifestação de interesse por parte do presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí, a Amuvi. Esperamos que após a conclusão dos trabalhos na Amusep o projeto possa vir para a Amuvi, pois ele pode ser de extrema importância no auxílio aos gestores públicos e a todos que estão envolvidos com a cultura nesta região”, finaliza Rogério Carnasciali.

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