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Homem confessa incêndio e é liberado depois

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Homem confessa incêndio e é liberado depois
Autor O delegado Gustavo Dante, da 54ª DRP, ouviu um adolescente de 17 anos que também era suspeito de participar do incêndio - Foto: Ivan Maldonado - Foto: Reprodução

Apesar de ter confessado o incêndio criminoso na Associação de Pais e Amigos dos Surdos (Apasur), André Alisson Jacinty Rosa, 19 anos saiu pela porta da frente da 54ª Delegacia Regional de Polícia, anteontem (21), em Ivaiporã. Em menos de duas semanas, Rosa foi detido duas vezes. Na semana passada, a justiça da comarca negou a prisão preventiva do rapaz, por considerar que não havia provas suficientes que incriminasse Rosa.

O incêndio ocorreu na madrugada do sábado, dia 11, dois dias depois a Polícia Militar (PM) abordou Rosa em atitude suspeita no Jardim Alvorada. Durante a abordagem, ele mencionou que seria o autor do incêndio da Apasur. Como não havia flagrante, nem mandado de prisão contra o suspeito, ele acabou sendo liberado.

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Na quarta-feira (15), o delegado Gustavo Dante, da 54ª DRP, ouviu um adolescente de 17 anos que também era suspeito de participar do incêndio. O adolescente além de confessar confirmou a participação de Rosa no incêndio. “A partir desse momento nós efetuamos algumas diligências e achamos por bem representar pela prisão preventiva do André (Rosa). O judiciário analisou e verificou que não havia elementos suficientes para a preventiva”, explica Dante.

Anteontem, Rosa voltou a ser detido pela PM, desta vez, por posse de arma branca. Referente ao fato do incêndio, Rosa foi interrogado pelo delegado e confessou com detalhes como ele e o adolescente ateou fogo na sede da Apasur. “O entrou na Apasur para fumar maconha junto com o adolescente. Após fumarem juntaram alguns papelões e atearam fogo. Ele disse que simplesmente resolveu atear fogo, não há uma razão plausível”, comenta Dante.

Segundo o delegado, o inquérito deve ser concluído nos próximos dias. Rosa será denunciado pelo crime de incêndio, artigo 250 do Código Penal, que prevê pena de três a seis anos de reclusão. “Ele deve responder o crime em liberdade, até porque é réu primário. Mas, acredito que será condenado pelo ato que cometeu”.

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Com relação ao adolescente foi feito um Boletim de Ocorrência Circunstanciado, sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar.

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