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Rebelião afeta empresa de Apucarana

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A rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), no início da semana, causou prejuízos à empresa KPS Industrial Ltda, de Apucarana, que mantém um canteiro de trabalho na unidade. Presos amotinados danificaram equipamentos utilizados na produção de luvas de segurança de couro. Contudo, a direção da KPS assegura que os estragos foram irrisórios e diz que vai analisar a continuidade do projeto no local.

“O prejuízo ainda não foi contabilizado. Uma equipe vai para Guarapuava na segunda-feira avaliar os danos e trazer as máquinas danificadas para avaliação”, informa o diretor da KPS Industrial, Sérgio Pennacchi Fujiwara.

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Dos 240 detentos abrigados na PIG, 120 são colaboradores da KPS. Outros 80 trabalhadores, em regime semiaberto, completam as quatro linhas de produção. De acordo com Fujiwara, 90% de seus colaboradores não participaram efetivamente da rebelião.

Fujiwara afirma que as perdas foram pequenas porque os detentos preservaram os equipamentos da empresa na qual trabalham. “Nossos colaboradores ainda protegeram os coordenadores, fazendo uma escolta até a área externa”, relata.

No entanto, uma indústria de calçados que mantém canteiro de trabalho na penitenciária teve quase 100% dos equipamentos destruídos pelos presos rebelados.

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Diante da violência empregada, a direção da empresa apucaranense estuda se deve continuar com o projeto iniciado há 15 anos na penitenciária, que oferece estudo e emprego aos detentos. Além do benefício salarial, a cada três dias trabalhados, o detento tem um dia de pena reduzido.

“Com esse projeto, o preso não precisa voltar para o crime, pois sai ressocializado com grau básico de estudo. Este é o caminho para vencer a criminalidade”, assinala o empresário, complementando que, enquanto a média estadual de reincidência criminal é de 68%, a PIG mantém 5%.

A rebelião começou na manhã de segunda-feira e terminou por volta das 10 horas da última quarta-feira.

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