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BR-376 é liberada após cinco horas de protesto

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BR-376 é liberada após cinco horas de protesto
Autor Divulgação - Foto: Reprodução

Durou cinco horas o protesto que bloqueou nesta sexta-feira à noite a BR-376 em Mauá da Serra. Filas de mais de seis quilômetros, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), se formaram durante a mobilização. Cerca de 50 moradores atearam fogo em pneus e interditaram a pista nos dois sentidos para protestar por mais segurança no trecho que corta a área urbana de Mauá da Serra.

Segundo os manifestantes, o bloqueio foi realizado no mesmo local onde uma moradora morreu vítima de atropelamento no dia 10 de setembro. O acidente vitimou Marizia Rodrigues Franca, de 75 anos, atingida por uma carreta.

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O protesto começou por volta das 17h30 com cerca de 40 moradores, que interromperam o trecho e queimaram pneus, fechando também as marginais. A Polícia Rodoviária Federal tentou negociar a desobstrução da pista, mas os manifestantes exigiam a presença de um representante da RodoNorte. A manifestação foi encerrada às 22h30.

Os manifestantes pedem melhorias para reduzir a velocidade dos veículos, com a colocação de rotatória, semáforos e radares. A falta de segurança no trecho motivou inclusive a aprovação de uma moção de apelo encaminhada na semana passada pelos vereadores à concessionária que administra o trecho.

O prefeito de Mauá da Serra, Nicolau Muniz Júnior (PSC), apoiou as reivindicações. “Esse protesto tem meu apoio porque as pessoas estão morrendo por causa da burocracia”, diz. O prefeito afirma que já encaminhou vários projetos de melhorias junto à concessionária. “Já fiz projeto de rotatória, de quebra-molas, de binários...de tudo que você pode imaginar, mas o processo é muito lento”, afirma.

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O produtor rural Lauro Yano também cobra providências. Segundo ele, os acidentes são frequentes. "É preciso fazer alguma coisa. A rodovia é muito perigosa", diz o agricultor.

Segundo fontes da cidade de Mauá da Serra, a Rodonorte encaminhou documento para lideranças dos manifestantes aceitando a convocação da comunidade para uma reunião, que foi marcada extra-oficialmente para as 13 horas da próxima segunda-feira (29/9).

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