Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Região

publicidade
REGIÃO

Comerciante é detido após criticar ação de PMs nas redes sociais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARINGÁ, PR - A Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Maringá pediu ao Ministério Público nesta segunda-feira (25) a instauração de uma ação criminal para apurar as práticas de abuso de autoridade e de peculato por parte de dois policiais militares de Sarandi, no norte do Paraná.

Sem uniforme da corporação, os PMs algemaram e levaram à delegacia Claudionor Lima, 33, gerente de uma empresa de coleta de lixo urbano, na quinta-feira passada (21), depois que ele postou na página de um site noticioso no Facebook críticas à conduta de um deles em uma blitz de trânsito realizada no dia anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Antes de levar Lima à delegacia, os policiais posaram para fotos com o homem algemado. Depois, as imagens foram compartilhadas pelo aplicativo de celular WhatsApp.

O presidente da comissão da OAB de Maringá, Fulvio Stadler Kaipers, disse que a prisão de Lima foi ilegal e que os policiais utilizaram o carro da PM "para satisfazer interesses pessoais".

Segundo Kaipers, a prisão por crimes de difamação e calúnia --que os policiais alegam ter sofrido-- só pode ocorrer após determinação judicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele classificou a ação dos policiais de abusiva e disse que os dois tentaram intimidar a população. "Quiseram estabelecer uma mordaça e impor o medo. Como você vai se sentir seguro com uma polícia assim?", indagou o advogado.

Segundo Lima, na quarta-feira passada um veículo que pertence à empresa onde ele trabalha foi parado em uma blitz de trânsito. Ele foi chamado ao local pelo motorista, que estava sem o documento do carro e com pneus "carecas".

Ao chegar ao local da blitz, Lima pediu aos policiais que o veículo fosse encaminhado ao pátio da empresa antes da apreensão, já que o carro estava carregado com "material infectante" recolhido em um hospital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lima diz que os policiais não quiseram ouvir seus argumentos e recolheram o veículo --que foi retirado do pátio da PM no dia seguinte, após o pagamento de taxas e aplicação de multas.

Insatisfeito com a conduta de um soldado identificado como Cordeiro, que comandava a blitz, Lima acessou a fanpage do site de notícias "Sarandi Online" e postou o seguinte comentário: "Com puro abuso de autoridade, falta de bom senso por parte dos policiais e principalmente pelo comandante da operação SOLDADO CORDEIRO, que fizeram essa blitz com o único intuito de ferrar trabalhadores, sem o mínimo de bom senso, ao invés de irem atrás de bandidos".

Quase duas horas depois, policiais militares foram à empresa onde Lima trabalha e o chamaram para uma conversa. Na rua, o gerente foi algemado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os soldados Cordeiro e Marcelo Frank Siqueira --conhecido como Rambo-- posaram para fotos com Lima de algemas ao lado do carro da PM. Ao chegar na delegacia, ele foi ouvido e liberado.

Assustado com a situação, Lima que é casado e pai de dois filhos, disse que a direção da empresa onde trabalha estuda adotar providências sobre o caso. "Minha mulher está grávida e ficou muito abalada", disse.

Procurado pela reportagem, o soldado Frank defendeu a ação da dupla e disse que "é fácil criticar a polícia, a gente não tem voz e não tem comando nenhum".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"É fácil criticar o policial dizendo que ele é um abusado. Eu conversei com o rapaz [Lima], que é gente boa, e ele nos pediu desculpas. Serve como exemplo", afirmou.

O comentário de Lima no Facebook provocou mais críticas à atuação da PM. "Muito vagabundo que a gente conhece aproveitou a situação para isso. A maioria já foi identificada", disse Frank.

Ele chegou a comentar na mesma página do Facebook que havia prendido Lima --e ameaçou outro usuário que publicou críticas à PM, dizendo que iria atrás dele. "Não esquemta não (sic) Givan Joyce, já estamos indo", escreveu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procurada para comentar o caso, a assessoria de imprensa da PM do Paraná informou que aguarda pareceres oficiais da corporação para se manifestar sobre o assunto, o que deveria ocorrer no final da tarde desta segunda.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Região

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV