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Desigualdade social diminui na região

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A desigualdade social no Vale do Ivaí e região diminuiu em 10 anos. A constatação pode ser feita através de dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo de 2010. O que pode parecer um avanço, na verdade, não pode ser comemorado com grande entusiasmo. A região não acompanhou o crescimento do restante do estado, perdendo posições no ranking paranaense.


O resultado é quantificado através do Índice de Gini, que varia de zero a um. O valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda, e o valor um está no extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais ricos.

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O índice médio do Vale do Ivaí mais Arapongas era de 0,53 em 2000. O índice caiu para 0,45 no último Censo, em 2010. A melhor situação é a de Cruzmaltina, com 0,38. O prefeito do município, José Maria dos Santos (PSDB), afirma que a gestão pública consciente é o grande segredo para um bom resultado.


“É importante que o gestor municipal invista as verbas públicas de forma consciente, em projetos que visem o bem público à maior parcela da população possível, e sempre ouvindo as pessoas. Acho que isso fez com que a população melhorasse a renda de um modo geral”, disse o prefeito.
Já Ariranha do Ivaí foi o município com melhor índice de variação. Em 2000, a cidade tinha alto índice de desigualdade, chegando a 0,65. Em 10 anos, o número caiu 38,4%, chegando a 0,40.


O prefeito de Ariranha do Ivaí, Sílvio Gabriel Petrassi (PMDB), acredita que o foco em políticas sociais fez com que o município mudasse sua situação em uma década. “Acredito que o número caiu através de projetos que atenderam as classes social e economicamente mais vulneráveis. O município tem ofertado cursos em parceria com outras entidades com o objetivo de capacitar as pessoas e fazer com que elas mudem de vida. A educação é o grande motor para esta mudança”.

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O economista e diretor da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea), Rogério Ribeiro, afirma que a queda na maioria dos municípios da região não pode ser comemorada com grande entusiasmo. Ele ressalta que a variação foi muito tímida em 10 anos, e que o avanço nas maiores cidades não acompanhou o restante do estado.


“É preciso compreender esse avanço como natural, tendo em vista que a década que compreende o estudo foi bastante próspera, não só no Brasil como no mundo. Mais especificamente no nosso país, várias políticas sociais melhoraram a distribuição de renda”, explica ele.

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Nesse período, Apucarana e Arapongas, as duas maiores cidades da região, caíram no ranking estadual. Apucarana passou de 114º para 156º. Já Arapongas foi de 91º para 175º.


“Nosso crescimento foi aquém do restante do estado, sem sombra de dúvidas. Estamos no Norte do Paraná, ou seja, em uma região próspera de um dos estados mais ricos do país. Não podemos nos contentar com uma variação tão baixa na distribuição de renda”, assinala Ribeiro.


Para ele, é preciso ligar o sinal de alerta. “Precisamos começar a refletir em ações voltadas à criação de empregos na região, e que esses empregos forneçam renda condizente com a nossa realidade econômica. A situação dos municípios cujo índice subiu é ainda mais preocupante”, destaca.

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