APAEs realizam ato de protesto em Cambira contra corte de verbas

Pessoas ligadas às Associações de Pais e Amigos Excepcionais (APAEs) de Cambira, Jandaia do Sul e Novo Itacolomi realizaram uma mobilização de protesto, na manhã desta quarta-feira (7), na Avenida Canadá, em frente à sede da entidade em Cambira.
Segundo a coordenadora da Apae de Cambira, Elizabete Pereira, todos as Apaes do Brasil vão paralisar as atividades a partir das 14 horas desta quarta-feira. A mobilização tem como objetivo protestar contra a medida do Plano Nacional de Educação (PNE) que prevê o corte de repasse para escolas especiais mantidas por instituições filantrópicas. O PNE é organizado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em Apucarana, o protesto da Apae vai acontecer através das redes sociais.
Segundo a professora Neuza Soares de Sá, presidente da Federação das APAEs do Paraná, cada estado vai promover uma dinâmica diferente para a mobilização. “Nós não podemos permitir a extinção das escolas especiais. Um aluno com deficiência intelectual ou múltipla precisa de um local de ensino adequado. A rede comum não consegue suprir essa demanda”, comentou em entrevista à Banda B.
De acordo com a presidente, as APAEs estão presentes em 2.120 municípios em todo o território nacional e atendem 250 mil pessoas com deficiência. No Paraná, há 327 associações, que beneficiam 41 mil alunos. Além disso, no estado, três mil estudantes especiais já foram repassados para a rede comum de ensino – depois de avaliação realizada pelos profissionais das APAEs, que aponta quando o aluno tem condições de acompanhar o estudo regular.
Caso a medida seja aprovada, os alunos especiais devem ser encaminhados para colégios comuns. “Claro que nós queremos que a inclusão aconteça, mas não da forma como o MEC está sugerindo. Nós precisamos lutar e ouvir os deficientes, para que elas tenham o direito de decidir”, explicou a professora.
Uma segunda mobilização deve acontecer no dia 14 de agosto, no senado em Brasília. Representantes dos estados, profissionais da educação, e pessoas com deficiências devem se encontrar para defender a atuação das APAEs. O MEC ainda não tem data estabelecida para a votação do PNE.
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