Com atraso, Samu é implantado em Ivaiporã
Anunciado em 2010, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) finalmente vai sair papel na região de Ivaiporã. A implantação foi aprovada anteontem pelos prefeitos e secretários municipais dos 14 municípios envolvidos. O impasse em relação ao serviço se arrastava por conta dos custos de implantação do sistema, que é rateado entre governo federal, estadual e municípios. Por conta da demora, o Ministério da Saúde chegou a solicitar em dezembro do ano passado as 4 ambulâncias entregues há 3 anos. Aprovado o rateio de custos, o atendimento deve ser implantado ainda neste ano.
Para implantar e custear o funcionamento Samu, o Ministério da Saúde libera recursos que correspondem a 50% das despesas; 25% são de responsabilidade do Estado e o restante fica por conta dos municípios usuários do serviço. A demora ocorreu porque os prefeitos não entravam em acordo em relação ao rateio dos gastos, o que foi definido na reunião de anteontem.
Nos três primeiros meses da implantação (fase de habilitação), o Estado e a União vão repassar para o Samu de Ivaiporã recursos no valor de R$ 116 mil por mês. Os municípios terão que arcar com R$ 66 mil mensais. Após a fase de habilitação e visita técnica do MS para avaliar a estrutura, o serviço passa a receber um incremento de mais R$ 46 mil totalizando R$ 162 mil. A partir da qualificação, o custo cai para as prefeituras para pouco mais de R$ 19 mil mensais.

A planilha foi apresentada pela diretora da 22ª Regional de Saúde (RS) de Ivaiporã, Cristiane Papin, que destacou a importância da instalação da rede na região. “É uma segurança para todo mundo, inclusive para a gestão municipal. Isso é importante porque na medida em que o Samu participa no transporte adequado do paciente minimiza os riscos do gestor fazer o encaminhamento indevido”, destaca Cristiane.
A meta é instalar o Samu ainda neste semestre e uma comissão foi formada uma comissão para agilizar os trâmites. “A partir desse momento que fechamos o desenho, que os municípios aderiram à rede e efetivamente implantamos o serviço na região, agora os trâmites serão administrativos”, explica Clodoaldo Fernandes dos Santos, presidente do Conselho Regional dos Secretários Municipais de Saúde (CRESEMS) da 22ª RS.
REGIONALIZAÇÃO
A reunião também contou com a presença do diretor da 16ª Regional de Saúde, Hélcio Watanabe que relatou as experiências do Samu na regional de Apucarana.
“A partir do momento que se funciona em rede a utilização passa a ser a mais inteligente possível. A ambulância que vai ser utilizada é a mais adequada e a mais próxima, o hospital em que vai ser encaminhado será o adequado para receber o paciente, não só pelas unidades básicas ou pelas avançadas, mas também pela aérea”, comenta.
AMBULÂNCIAS
Inicialmente, o Samu regional vai contar com bases de apoio em 3 municípios. Ivaiporã vai sediar duas ambulâncias - sendo uma de suporte avançado. Outras duas USB ficarão de prontidão nas bases de São João do Ivaí e Manoel Ribas. Com a qualificação dos serviços, a partir do terceiro mês, outra unidade básica será enviada para a base de Cândido de Abreu.
Nos próximos meses, os municípios precisam definir a contratação de socorristas, preparação das bases, entre outros pontos.
