Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Região

publicidade
REGIÃO

Programa “Mais Médicos” não agrada categoria da região de Ivaiporã

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A estratégia do governo para aumentar o número de médicos no país com o lançamento do programa “Mais Médicos para o Brasil”, anunciado pela presidenta Dilma Roussef na segunda-feira (8), não agradou a classe médica no Vale do Ivaí. Criado por medida provisória, a iniciativa que desperta maior controvérsia na classe é a abertura de vagas para a seleção de profissionais. Ela prevê a contratação de mais profissionais para atendimento em áreas carentes, inclusive de estrangeiros, além de aumentar a formação de medicina em dois anos, obrigando os estudantes a trabalharem no SUS durante esse período, remunerados por uma bolsa. De acordo com o presidente da Associação Médica de Ivaiporã (AMI), Givanildo Bonfim dos Santos, o programa é uma forma de do Governo Federal disfarçar o baixo investimento em saúde no país.

“A simples contratação de médicos sem garantias trabalhistas expressas e com uma remuneração não compatível não resolverá os problemas do sistema público de saúde”. Outra preocupação da AMI é com relação à contratação de médicos estrangeiros e a extinção do revalida, processo de provas para que médicos formados no exterior possam atuar no Brasil. "Não somos contra a contratação de profissionais estrangeiros. Só queremos que eles passem pelo processo de revalida. Nós temos que oferecer para o paciente o melhor. E o melhor é médico bem formado e preparado para atender os pacientes”, diz dos Santos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Pela proposta do Governo Federal, os estrangeiros poderão trabalhar desde que façam um curso de três semanas em uma universidade brasileira. O médico ivaiporaense Cláudio Roberto de Mello Paschoal formado na Unitepc, em Cochabamba, na Bolívia, diz que a extinção do revalida é preocupante. “Na época em que eu fiz o revalida eram 200 candidatos e só 19 passaram. Esse novo critério do Governo sem nenhuma prova de aptidão é perigoso e expõem a parcela mais carente da população a riscos decorrentes de atendimento por profissionais mal formados”, assinala Pachoal. Secretarias municipais querem mais recursos. Para as secretarias municipais de Saúde da região, o Goveno Federal investe menos que a média dos países em saúde e a simples contratação de médicos não resolverá os problemas do sistema público de saúde. Segundo o secretário de Saúde de Ivaiporã Luiz Carlos Favarin, o grande problema da saúde hoje é a falta de recurso da área federal.

“Enquanto o Município investe o mínimo de 15%, o Estado 12%, a União deixou de repassar os 10% que tinha obrigação. Isso aconteceu depois da extinção do CPMF”, diz Favarin. “Sem esses recursos os governos municipais foram sobrecarregados e tiveram que assumir essa diferença”. Para a secretária de saúde de Ariranha do Ivaí, Leila Dias, a ausência de infraestrutura adequada a todos os níveis de complexidade de atendimento e até nos mais básicos, é o maior entrave para o atendimento da população nos pequenos municípios. “Por mais boa vontade dos gestores existe a falta de recursos para o investimento na infraestrutura. Hoje a arrecadação é basicamente através do FPM e todos sabem que a queda no FPM é constante. No primeiro semestre tivemos 26% desse repasse a menos e a previsão é de queda de mais de 20% no segundo semestre”. Ariranha do Ivaí tem quatro médicos que se revezam nas consultas durante a semana e um médico que atende o Programa Saúde da Família.

Além disso, o município mantém convênio com hospitais em Ivaiporã, Arapongas, Londrina e Curitiba. Porém, o maior problema da cidade é com as urgências e emergências. “O nosso caso é falta de resolutividade. Nós temos médico de manhã e de tarde. Só que um médico e um estetoscópio não vão salvar uma gestante de alto risco ou uma pessoa que está infartando aqui no corredor do centro de saúde. O que precisamos é de uma estrutura de urgência e emergência. Mas, sem recursos e apoio do Governo Federal o município não tem como bancar”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Região

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV