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Cachaça de Jandaia ganha medalhas em concurso nacional

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As irmãs empresárias Raquel e Sara de Brito Bonicontro, proprietárias da Cachaçaria Companheira, em Jandaia do Sul, estão comemorando a conquista das medalhas de prata e bronze no concurso de Degustação as Cegas, realizado recentemente durante a Expocachaça Dose Dupla 2012, no Mercado Municipal de São Paulo. Foram 67 amostras inscritas nas categorias Brancas, Envelhecidas em Carvalho e Outras Madeiras, Especiais Super Premium e Envelhecidas em Imburana.

A Cachaça Companheira Extra Premium concorreu na categoria Especiais Super Premium e obteve a medalha de prata. Já a Cachaça Companheira branca conquistou a medalha de bronze.

O processo de produção da Cachaça Companheira é totalmente manual e cada etapa passa por um esmerado controle de qualidade. O produto é armazenado em tonéis de imburana e envelhecido em barris de carvalho.

A diretora comercial Sara de Brito Bonicontro afirma que o resultado do concurso credencia a Cachaça Companheira a utilizar em todos os seus produtos o Selo Ouro da Gastronomia e explica detalhes sobre os produtos premiados. Já empresária Raquel de Brito Bonicontro lembra como surgiu a ideia de montar o alambique que hoje produz a Cachaça Companheira.

No Vale do Ivaí, um dos principais fabricantes de cachaça artesanal é a família de Natanael Carli Bonicontro, de Jandaia do Sul pai de Raquel e Sara. O engenho localizado no km 4 da Rodovia BR-369, entre Jandaia do Sul e Bom Sucesso, produz cachaça desde 1994 e comercializa a marca “Cachaça Companheira”. Trata-se de uma bebida considerada macia, suave, saborosa e de cheiro agradável, armazenada e envelhecida em tonéis de imburana ou de carvalho, para a qual não se usa qualquer produto químico na sua fermentação. A marca tem selo de qualidade, com registro no Ministério da Agricultura.


Bebida de vários tipos
para gostos especiais
No engenho da família Bonicontro, em Jandaia do Sul, são produzidos quatro tipos de cachaça: a prata (ou branca), elaborada especialmente para coquetéis, uma caipirinha ou para um dia seguinte diferente; a envelhecida, considerada um blend de cachaça com suave sabor de cana; a imburana, que é maturada em tonéis de madeira imburana; e a extra-premium, armazenada em barril de carvalho, com no mínimo oito anos de envelhecimento. Agora também está sendo produzida a denominada “Amelinha”, uma cachaça armazenada em imburana, com cravo, mel e canela. Todas têm 40% de graduação alcoólica. A adega tem ainda licores e miniaturas de cachaças destinadas para lembrancinhas de festas e presentes.



Processo é artesanal com
utilização de cana orgânica
A indústria artesanal da família Bonicontro tem hoje um estoque de 150 mil litros de cachaça para serem comercializados, que vêm de safras anteriores. São cerca de 400 barris de carvalho de 200 litros, 3 barris de imburana de 8 mil litros, um tanque de 30 mil litros e mais 15 mil litros armazenados em tamborzinhos.

Segundo Sara Bonicontro e o encarregado de produção Lourival Romagnolo, a fabricação da cachaça é toda artesanal, com utilização de uma variedade de cana de alto teor de açúcar, cultivada organicamente pela própria família e colhida no inverno. A fermentação é feita em baixa temperatura em ambiente adequado para evitar a contaminação por microorganismos.

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