Cambira dá destino a hospital “esquecido”

Um hospital construído na década de 1990, com recursos federais, finalmente vai cumprir sua finalidade: atender o público. Trata-se do hospital municipal de Cambira, que por quase 20 anos encontra-se desativado. Neste período, apenas uma ala do prédio foi usada pela comunidade, onde funciona o Centro de Apoio Psicossocial (Caps).
Uma solicitação da administração municipal ao governo federal requerendo o uso do espaço, feita em dezembro de 2010, pôs fim ao imbróglio. Agora, uma reforma avaliada em quase R$ 200 mil, para reparar a falta de manutenção, vai preparar o local para receber a Autarquia Municipal de Saúde de Cambira (AMS).
O recurso vai ser enviado ao município em cinco parcelas através da Secretaria de Estado daSaúde (Sesa). A estimativa do secretário de Obras, Urbanismo, Transportes e Serviços, Maurílio dos Santos, é que a reforma e readequação do prédio fique pronta em maio. Segundo ele, as obras começaram no mês passado. “Toda a rede elétrica precisa ser trocada, também vamos pintar todo o prédio e substituir o piso em alguns pontos”, assinala. A área total da ala chega a 912m².
De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Carlos Mello, o atendimento à população deve começar a ser feito a partir de abril. “O local atual não comporta mais a demanda”, afirma. Conforme ele, em média são atendidas 120 pessoas por dia. “Em alguns casos, quando o paciente precisa tomar soro, precisamos deixá-lo em uma sala que não é apropriada. Os médicos também atendem à população aqui”, assinala. No total, são 10 profissionais, três pediatras, um cardiologista e seis clínicos gerais.
Para o diretor chefe da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, Hélcio Watanabe, a restruturação do sistema de Saúde em Cambira vai beneficiar a população local. “A reforma será feita dentro dos novos princípios de rede, que preza pela padronização de atendimento e estrutura”, frisa.
(Leia reportagem completa na edição desta sexta-feira da Tribuna do Norte – Diário do Paraná)
