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Mortalidade infantil cai 28% na região, aponta relatório da 16ª RS

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Mortalidade infantil cai 28% na região, aponta relatório da 16ª RS
Autor CHEFE DA 16ª Regional de Saúde, Hélcio Watanabe acredita que o acompanhamento médico das gestantes é o fator que mais influencia a queda - Foto: André Veronez

A taxa de mortalidade infantil caiu 3,61 pontos na região no último ano. O índice passou de 12,84 mortes para cada mil nascimentos, em 2010, para 9,23, em 2011, segundo relatório preliminar divulgado pela 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana. Com o indicador, os 17 municípios atendidos pelo órgão passaram a fazer parte do parâmetro aceitável estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 10 mortes para cada mil nascimentos. Também ficam a abaixo da média do Estado de 11,6. Em percentuais, a redução foi de 28%.

O recuo de óbitos infantil é uma tendência nacional. De acordo com o último levantamento “Tábua da Mortalidade” divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mortalidade infantil recuou de 69,12 para 22,47 óbitos entre os anos de 1980 e 2009. O Ministério da Saúde (MS) espera cumprir a Meta do Milênio para a mortalidade infantil estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 15 óbitos em cada mil nascidos vivos, até 2015.

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Para o chefe da16ª RS, Hélcio Watanabe, o resultado foi muito bom, considerando que os dados são referentes até 16 de dezembro. “Como houve nascimentos depois disso e até o momento não registramos óbitos, acreditamos que o índice pode chegar ainda mais próximo de 9 até o fechamento, que será feito em fevereiro”, espera. Watanabe assinala que a queda está relacionada a uma série de ações desenvolvidas, como pré-natal e investimento na área de Saúde.

Nos últimos doze meses foram registrados 4.441 nascimentos na área de abrangência da 16ª RS. Desde montante, 41 bebês não completaram um ano de vida. Em 2010, dos 4.828 nascidos vivos, 62 morreram antes de um ano. O município de Arapongas foi o que conseguiu obter a maior redução no índice de mortalidade infantil no período. Passou de 16, em 2010, para 7,3, em 2011, uma queda de 56%.

No ano passado, de 1.370 nascidos vivos, 10 morreram antes de um ano. Em 2010, no mesmo período, nasceram 1,5 mil e morreram 24. Para o secretário de Saúde do município, José Roberto Vidotto, o desafio agora é manter o número atual. “Acredito que não haverá retrocesso, mas só teremos certeza que conseguimos estabilizar o indicador, se mantivermos o mesmo dígito nos próximos cinco anos”, assinala.

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Em Apucarana, a taxa de mortalidade infantil apresentou uma leve alta, passou de 12,07 para 12,74. O município apresenta uma média de 1,6 mil nascimentos por ano. Já Kaloré e Marilândia do Sul, que não haviam registrado óbitos em 2010, em 2011 apareceram no topo da lista, com 25,64 e 18,18. A oscilação ocorre, de acordo com o chefe da 16ª RS, em detrimento do baixo índice populacional. “Como o número de nascimentos também é pequeno, quando ocorre uma morte, mesmo que seja inevitável, dispara o indicador”, explica.

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