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Região corre risco de mais temporais

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Região corre risco de mais temporais
Autor Pomar de pêssego destruído por granizo em Mauá da Serra - Foto: Divulgação

A população do Norte do Paraná e, em especial, do Vale do Ivaí tem sido surpreendida, nos últimos dias, com oscilações significativas de temperaturas para quente e para frio e ocorrência de chuvas pesadas, algumas acompanhadas de granizo em áreas isoladas. As águas têm enchido açudes e represas de propriedades rurais e encharcado as terras, chegando, inclusive, a causar erosões nas áreas de plantio.


Ao mesmo tempo, o granizo tem destruído lavouras de soja e milho em fase de crescimento e pomares de frutas em época de colheita, como aconteceu no último final de semana em Mauá da Serra. Novembro também se apresenta de forma atípica na temperatura em manhãs mais frescas que o normal de novembro.

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Segundo o engenheiro agrônomo Nelson Harger, coordenador estadual do Projeto Grãos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), que analisa as condições climáticas em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), tudo isto que está acontecendo é por causa do La Niña, fenômeno que está influenciando o clima no Paraná e no País.


O La Niña é o resfriamento superficial das águas do Oceano Pacífico em relação à temperatura média das águas do mar. A principal influência deste fenômeno, conforme o agrônomo, é a ocorrência de grandes oscilações nas temperaturas e nas precipitações pluviométricas. “Em linhas práticas, isto significa que durante toda a Primavera e no Verão também teremos momentos de grande concentração de chuvas em áreas isoladas, inclusive com probabilidade de granizo, e ainda momentos de pouca ou nenhuma chuva”, explica. Da mesma forma, haverá alternâncias de temperaturas quentes e outras mais frescas.


“Nós acabamos de passar por um período de muita chuva”, diz o agrônomo, informando que somente neste mês de novembro, até o dia 16, já choveu 90 milímetros na região de Apucarana. O interessante é que deste total 87 milímetros foram registrados em apenas quatro dias, ou seja, de 13 a 16 de novembro. Outros 4 milímetros ocorreram no dia 7 de novembro.

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De acordo com o agrônomo da Emater, em outubro aconteceu a mesma coisa, tendo chovido uma média de 220 milímetros. Deste total, 125 milímetros ocorreram em apenas três dias, ou seja, em 13, 14 e 15 de outubro. Isto comprova a característica do La Niña, que concentra chuvas fortes e intensas em determinado período e pouca chuva ou estiagem em outro.

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