Detentos continuam rebelião com reféns em Maringá
Após quase 20 horas, cerca de 400 detentos continuam a rebelião na Casa de Custódia de Maringá (CCM). O motim, que começou por volta das 13 horas de segunda (12) e se mantinha no início da manhã desta terça-feira (13), tinha um agente penitenciário e dois detentos reféns. Durante a madrugada os presos quebraram o telhado, arrebentaram celas e arrancaram grades do presídio.
Segundo informações da RPC TV Maringá, o agente penitenciário estava amarrado com cordas e era ameaçado o tempo inteiro com uma barra de ferro por detentos na manhã desta terça-feira.
Uma das exigências dos detentos é a transferência de dez presos para Curitiba, onde residem familiares. Os presos também reclamavam de maus tratos e da comida oferecida no local.
Segundo informações do 4º Batalhão da Polícia Militar, cerca de cem policiais foram enviados até a Casa de Custódia, incluindo os integrantes do Pelotão de Choque, que iniciaram a negociação ainda na tarde de segunda-feira. Uma equipe da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos (Seju) foi enviada até Maringá para conversar com os presos.
O diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Maurício Kuehne, e a secretária de estado da Justiça , Maria Tereza Gomes , estavam se dirigindo até a Casa de Custódia na manhã desta terça-feira para ajudar na negociação.
Cinco presos fugiram do presídio
Antes da rebelião, cinco presos fugiram da Casa de Custódia de Maringá. A fuga aconteceu por volta das 2h de segunda-feira (12), mas só foi percebida às 6h30, durante a contagem diária de presos. Os detentos fizeram um buraco na laje e fugiram pelo telhado. Nenhum dos fugitivos havia sido recapturado até a tarde de ontem.
O antigo Centro de Detenção Provisória de Maringá é um estabelecimento de segurança máxima com capacidade para comportar 900 detentos. Segundo a Seju, a Casa de Custódia abrigava 896 homens até a fuga de segunda. Entre os presos, alguns já aguardam transferências para outros presídios.
