Mauá da Serra é referência na destinação de resíduos sólidos
Depois de mais de 20 anos com um sistema operando a céu aberto, oferecendo risco de contaminação para catadores, população e ao próprio meio ambiente, finalmente Mauá da Serra, pequeno município do Vale do Ivaí, no Norte do Paraná, com cerca de 9 mil habitantes, conseguiu dar uma destinação correta para o lixo produzido na cidade. O que é reciclável está gerando renda para trabalhadores do antigo lixão e o que não é está sendo transformado em adubo orgânico ou enterrado numa vala impermeável de acordo com a legislação ambiental.
Desde o dia 1º de julho está em funcionamento o Centro de Tratamento Municipal de Resíduos, um grande aterro sanitário com projeto paralelo de coleta seletiva, que recebeu investimentos de mais de R$ 500 mil do Poder Público Municipal. O complexo é considerado um dos mais modernos da região e foi implantado de acordo com as exigências do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
“O lixão a céu aberto sempre foi um grave problema em nosso município e motivo de ações judiciais por parte da Promotoria Pública e não poderíamos mais seguir em frente com esta situação”, afirma o prefeito Hermes Wicthoff (PMDB). Ele diz ser conhecedor do velho problema e que sua vontade sempre foi a de resolvê-lo de uma vez por todas. “Mas cadê os recursos?”, indaga o prefeito, alegando que procurou auxílio nas esferas estadual e federal para execução da obra, porém não teve o respaldo esperado. O jeito foi juntar recursos daqui e dali do próprio município, fazer economias, elaborar o projeto e, aos poucos, colocar a proposta em prática. A única ajuda que veio de fora, conforme ele, foram R$ 100 mil do governo federal obtidos através de emenda do depurado federal Alex Canziani (PTB).
“O que mais me satisfaz, ainda, é ver que 20 catadores que antes trabalhavam numa área de risco e sem nenhuma proteção hoje estão unidos numa cooperativa e ganhando seu sustento de maneira mais digna”, afirma.
