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Wagner: Flávio Bolsonaro empurra Master para PT, mas ninguém na Bahia é campeão de rachadinha

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O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta segunda-feira, 11, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, tenta direcionar para o PT o envolvimento no caso Master, mas que o senador precisa explicar "o dele".

"Ele vem tentando empurrar para o colo do PT. Aqui na Bahia, ninguém tem casa de US$ 6 milhões comprada com juros beneficiados, ninguém do PT da Bahia tem loja de chocolate e não tem no PT da Bahia o campeão das rachadinhas. Então, é melhor que ele explique o dele do que acusar os outros", declarou Wagner, em entrevista à Globonews, referindo-se às investigações passadas sobre supostas rachadinhas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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Ciro Nogueira

Wagner evitou fazer comentários sobre a investigação sobre o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), também no caso Master: "Essa busca e apreensão com o Ciro, que eu não vou fazer julgamento, porque está em investigação ainda."

Anistia

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Wagner ainda afirmou não considerar que a oposição conseguirá emplacar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para conceder anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. "Não sei nem se essa PEC será apresentada, ela foi muito malvista, por isso que acabaram achando a alternativa da dosimetria", falou.

Jorge Messias

O líder do governo disse também que se reunirá até a terça-feira, 12, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para tratar da relação com o Senado após a derrota imposta à indicação de Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal.

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Segundo Wagner, Lula ainda não emitiu nenhuma recomendação sobre a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dos que foram contrários a Messias. "Não conversei com Lula, a não ser por telefone. Por telefone não dá para aprofundar e eu daqui a pouquinho vou ao ato em memória das vítimas da covid e provavelmente vou ter uma conversa com o presidente para ele me dizer como é que ele está pensando", disse.

Wagner afirmou que, depois da derrota, disse a Lula que poderia haver traição de parlamentares, mas negou que haverá uma "caça às bruxas" aos dissidentes. "Eu disse ao presidente Lula: Presidente, voto secreto é um convite a traição, como sempre se diz na política. Infelizmente, nós fomos traídos ou eu fui traído, porque a minha conta nunca baixou de 41 votos. Não vou ficar catando quem traiu, porque posso fazer injustiça", falou.

Ele relembrou o momento em que Davi Alcolumbre anunciou o resultado e previu que o governo seria derrotado.

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"Subi à mesa para falar com o presidente Davi ... subi pedindo a ele para abrir o painel, porque já tinha votação de 78 e só faltavam dois que eram membros da oposição. E perguntei a ele, na minha convicção de que o Messias seria aprovado, o mínimo de 41, podendo ter 43, 44, 45 votos, e ele virou e me disse: Vocês vão perder por oito. Então, ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete", contou o líder do governo.

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