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Vorcaro mandou apagar reportagem sobre filme de Bolsonaro do Portal Leo Dias: 'Muito ruim'

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Novas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que o dono do Banco Master teve influência na estratégia de divulgação do filme "Dark Horse", sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em agosto de 2025, Vorcaro reclamou para o empresário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, que havia sido publicada uma reportagem sobre a produção, e o texto foi apagado. O portal só voltou a tratar sobre o filme em dezembro daquele ano. As informações são do site Intercept Brasil.

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O filme sobre Bolsonaro teve mais de 90% do seu orçamento bancado com dinheiro de Vorcaro, preso e investigado por fraudes financeiras. O dinheiro foi um pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, responsável pelo longa-metragem, diz que o orçamento já realizado do filme está em cerca de US$ 13 milhões (o equivalente a R$ 65,7 milhões). Flávio admitiu que recebeu do banqueiro mais de US$ 12 milhões (cerca de R$ 60,6 milhões) para "patrocinar" o filme.

Procurados, Vorcaro e Miranda não se manifestaram. Já Portal Leo Dias afirmou, em nota ao Intercept, que voltou a abordar sobre a produção meses depois porque as informações foram consideradas mais consistentes pela equipe do site.

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De acordo com o Intercept Brasil, em 1.º de agosto de 2025, Vorcaro enviou uma mensagem a Miranda: "Opa tudo bem? Achei que divulgar que tá fazendo o filme muito ruim, não acha?", escreveu o dono do Master. A divulgação de "Dark Horse" ainda não havia começado - o teaser da obra se tornou público pela primeira vez no início de dezembro daquele ano.

Miranda concordou e disse que tentaria descobrir o que havia acontecido para que o texto tivesse sido publicado. "Acho muito!! Tínhamos combinado de não divulgar nada. Vou entender agora com o Mário", respondeu o empresário. A reportagem cita que a referência pode ser ao deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme.

Em resposta, Vorcaro disse: "Mas soltou no Leo. Mto ruim". Miranda, então, afirmou que pediria para apagarem o texto. "Acabei de ver. Vou pedir pra apagar", falou.

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Na sequência, o empresário afirmou que conversou com Mário e Flávio, em possível referência ao senador. Ele justificou que a reportagem no Leo Dias havia sido publicada pelo início das gravações e dos testes. "Acaba vazando. Mas não vai aparecer nome de ninguém. Eles me garantiram isso. Já mandei deletar", disse Miranda. A reportagem intitulada "História de Bolsonaro vira filme nos EUA; ex-presidente será retratado como herói" foi apagada.

Como revelou o Estadão, uma empresa do jornalista Leo Dias, recebeu ao menos R$ 9,9 milhões diretamente do Banco Master. A informação consta de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O documento aponta que o banco de Vorcaro fez seis pagamentos para a Leo Dias Comunicação e Jornalismo entre fevereiro de 2024 e maio de 2025. Leo Dias recebeu outros R$ 2 milhões de uma firma que teve aportes do Master como principal fonte de receita, segundo outro informe do Coaf.

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Em abril, quando foi publicada a reportagem do Estadão, Leo Dias disse por meio de nota que os pagamentos são relativos a um contrato de publicidade firmado com o Will Bank, que fazia parte do conglomerado do Master e também foi liquidado pelo Banco Central.

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