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Vieira: 'Impeachment preventivo' de Messias como recado ao STF é manobra de narrativa política

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta quarta-feira, 29, na sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que uma eventual rejeição do indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de enviar um "recado" à Corte configuraria apenas uma "manobra de narrativa política". De acordo com Vieira, a análise da Casa deve se restringir aos requisitos constitucionais para o cargo.

Ele também avaliou que o STF vive o "pior momento" da história em credibilidade e atribuiu o cenário a atos de ministros. Vieira afirmou que há integrantes da Corte atuando contra a indicação de Messias. O senador cobrou do indicado disposição para enfrentar problemas internos, caso seja aprovado.

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"A alternativa que se vende hoje como remédio de ocasião é uma espécie de impeachment preventivo. Seria negar a Vossa Excelência o acesso à cadeira para dar um recado ao Supremo. Isso é só uma manobra de narrativa política", disse Vieira. Ele acrescentou que "a conduta de Vossa Excelência há de ser apurada quando o senhor for ministro, caso confirmado por esta Casa, e não agora".

O parlamentar também criticou o ambiente de polarização nas redes sociais em torno da indicação. "Votar contra a vossa Excelência será um sucesso de redes sociais. As massas são facilmente conduzidas conforme o interesse político ou financeiro de ocasião", afirmou.

Vieira relativizou ainda as críticas à idade de Messias, de 46 anos, lembrando que o decano Gilmar Mendes foi indicado ao STF na mesma faixa etária pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, a idade não pode ser tratada como impedimento.

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Ao abordar a credibilidade da Corte, o senador citou episódios que, em sua avaliação, levantam questionamentos sobre a conduta de ministros, mencionando suspeitas relacionadas a benefícios e padrão de vida incompatível com a remuneração pública. Ele ressaltou que tais fatos, ainda que possam gerar divergências quanto ao enquadramento jurídico, exigem apuração e reforçam a necessidade de mecanismos de controle institucional.

Apesar das críticas, Vieira antecipou voto favorável à indicação de Messias, sendo aplaudido por senadores presentes na comissão. Segundo ele, o posicionamento reflete o entendimento de que a sabatina deve avaliar critérios técnicos e constitucionais, e não servir como instrumento de disputa política circunstancial.

Em meio à fala, senadores presentes na comissão também manifestaram solidariedade a Vieira, em um movimento que sinalizou respaldo ao parlamentar.

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Recentemente, Vieira teve embates recentes com ministros do STF após relatar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e pedir o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na sequência, Gilmar acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador por suposto abuso de autoridade. O relatório de Vieira foi rejeitado pela comissão.

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